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Sábado, 16 de Setembro de 2017

Outeiro Seco - Alguém se lembra?

 

Edição de 14-11-2008 do semanário " A Voz de Chaves"

 

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Outeiro Seco – Quinta dos Montalvões –  De espaço degradado a projecto apetecido
Lixo e degradação fazem parte do quotidiano da Quinta dos Montalvões, em Outeiro Seco. Propriedade do Município de Chaves, para aquele espaço estão projectados empreendimentos arrojados, na área da gastronomia, do ensino e investigação, saúde e apoio aos mais idosos.
A Quinta dos Montalvões, em Outeiro Seco, propriedade do Município de Chaves, mais parece um “aterro sanitário”, dada a quantidade de lixo aí despejada. Com acesso para veículos, são visíveis vários montões de lixo, entulho e até uma “pilha” de garrafas de vidro, umas intactas, outras partidas.
Este espaço, adquirido pela Câmara de Chaves, esteve cedido, durante 10 anos, à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, para que aí pudesse desenvolver um pólo universitário.
No entanto, decorrido este tempo, regressou novamente para a responsabilidade da autarquia, dado aquela Universidade não ter desenvolvido qualquer projecto. Além do lixo acumulado, também o Solar está ao abandono, degradando-se com o passar do tempo.
Confrontando a Câmara Municipal de Chaves sobre esta situação, o Vereador António Cabeleira, referiu à A Voz de Chaves que desconhecia o amontoar de lixo nos terrenos da quinta, mas prometeu algumas medidas: mandar “os técnicos certificarem-se da situação, para que possa fazer uma queixa na Brigada Verde do Ambiente e solicitar a abertura de uma vala no acesso ao terreno, para que possa impedir a entrada de viaturas”.
Quanto ao Solar, assim como para todo aquele espaço da Quinta, estão em perspectiva arrojados projectos, no âmbito da gastronomia, ensino, saúde e apoio aos mais velhos.
 

 
Confraria de Chaves ocupará o Solar
Quanto a recuperação do Solar, a ideia é, após a recuperação do edifício, transformá-lo num espaço com múltiplas funções, mas com um tema único, a gastronomia, onde possa haver um restaurante, muito provavelmente para ser explorado por privados, um museu dedicado, também ele, ao sector gastronómico regional e uma pequena sala de exposições.
Segundo António Cabeleira “tudo está já pensado e a futura confraria de Chaves, que deve ser formalizada e legalmente formada a curto prazo, pode ficar responsável por toda a organização do edifício do Solar, que vai ser a porta de entrada para todo o empreendimento a desenvolver na Quinta.”
 

 
Dinamizar a Escola Superior de Enfermagem
Um outro aspecto relevante a desenvolver neste espaço é um novo empreendimento visando a dinamização da actual Escola de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado, que passa pela sua transformação numa Escola Superior de Saúde.
Este projecto está a ser desenvolvido em colaboração com o ISAVE (Instituto Superior de Saúde do Alto Ave), para que Chaves possa vir a ter um Instituto Politécnico, composto por duas Escolas Superiores: uma de Saúde e outra de Hotelaria e Turismo.
O vereador António Cabeleira mostrou o projecto e explicou toda a sua complexidade, dizendo que tudo vai ser feito por fases “e se o Governo aprovar a Escola Superior de Saúde, as obras arrancam de imediato”.
A complementar este espaço de formação universitária, “haverá um centro tecnológico, composto por dois ou três edifícios, adequados para a investigação, para as pessoas formadas nestas Escolas, pois queremos que se torne num campo de investigação a nível nacional.”
Este futuro Instituto Politécnico de Chaves comportará um espaço para uma residência universitária e um lar para a terceira idade, que irá servir para que as pessoas possam passar os últimos anos de vida com dignidade. Este mesmo edifício vai “atacar” uma das lacunas da região e “irá ter uma valência de unidade continuada de saúde e uma valência de cuidados paliativos”, referiu António Cabeleira.
“A unidade cuidados paliativos não é só para gente idosa, pois é para estas unidades que vem parar todos os doentes que estão em fase terminal. Os hospitais não têm grandes condições de os ter, porque não estão preparados para isso e são, como há bem poucos dias falou o Senhor Primeiro-ministro, necessárias bem mais camas.
Tudo isto é um complexo privado e o único investimento público é o da Câmara Municipal, no contexto da actual Escola Superior de Enfermagem, da qual a Câmara de Chaves é um dos sócios principais”, salientou António Cabeleira.
Nesta nova “cidade universitária”, se assim a podemos chamar, depois de estarem criadas todas estas condições, vai poder haver o curso de enfermagem com especialidade em geriatria e o curso de fisioterapia também com uma especialidade nesta área.
 

 
Outeiro Seco terá um Lar
Neste novo projecto que está a ser desenvolvido para a Quinta, uma pequena área já foi doada à Associação Mãos Amigas, de Outeiro Seco, para que aí possa construir o seu lar de terceira idade, para servir a freguesia. Um projecto estritamente local, independente do “hotel geriátrico” que vai ser concebido para servir toda a região Norte.
 

 
Eurocidade é uma mais-valia
A autarquia flaviense pretende que todo o projecto seja inserido na Eurocidade Chaves – Verin tendo valências do lado de lá da fronteira. “Do lado de Verin as valências vão ser ligadas ao sector do termalismo e do turismo. Nós temos a escola de hotelaria e turismo do lado de cá da fronteira, mas vamos ter os campos de estágios do outro lado da fronteira. Ligado ao termalismo, pretendemos fazer a mesma coisa.
A Escola Superior de Saúde irá ter uma especialidade de enfermagem e de fisioterapia para o termalismo e para os SPAS. Este projecto ira ter do lado de Verin instalações, no contexto da eurocidade, podendo vir a ganhar uma expressão bem mais vasta”, concluiu António Cabeleira.
 
Por: Paulo Silva Reis

 

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Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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