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Sábado, 5 de Setembro de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “GUILHOTINA?!”

 

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“GUILHOTINA?!”

 

 

Até parece que PENSIONISTAS e REFORMADOS é que são culpados dos Roubos que os governantes (e afins) têm andado a fazer nesta "Idade Média-Mediocrática, a que besuntada e babosamente os larápios (e seus afins) dão o nome da «jovem democracia portuguesa; das corrupções com que os Portugueses têm sido empobrecidos, tais como BPN, BES, «Submarinos», Privatizações, perdões fiscais, Fundações, PPP’s, Avenças e Consultorias, e de até o próprio ESTADO (é assim, com o palavrão, que primeiros-ministros e presidentezecos da República «desorientam» os pobres «tugas», que, coitados, na sua maioria ficam paralisados, conformados com tão estranha abstracção de “Estado”!

 

O palavrão tem dado imenso jeito para que os patifes, principalmente os que chegaram na última invasão  -    a saber, capitaneados pelo «pelintra de Boliqueime», um tal «sr. Silva» e orientados em operações especiais pelo Pedro das docas e o Paulinho das feiras, muito bem aconselhados por dois grandes estupores: o Gaspar, primeiro, e a Albuquerque, agora!   -   ganhem tempo para completar o saque total!

 

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Imagem localizada em:

http://arnobiorocha.com.br/2012/04/24/crise-2-0-a-guilhotina/

 

 

Esta albuqerque deve ter um ódio de morte ao pai e à mãe, aos avôs e avós, e, até, aos padrinhos de baptismo!

 

Bem, não será ao pai e à mãe, aos avós e avós, aos padrinhos de baptismo DELA, mas será aos de todas as outras Famílias fora dos elementos da sua quadrilha (de interesses) política.

 

Será preciso tirar a ferrugem à Guilhotina?!

 

 

M., 26 de Maio de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Sábado, 15 de Agosto de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “SEVANDIJAS!”

 

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“SEVANDIJAS!”

 

Agosto de 2015.

Dia 8.

 

O Dr. Mário Esteves acaba de editar no “Facebook” umas fotografias a mostrarem a flagrante, indecente e vergonhosa poluição do Rio Tâmega, mesmo no coração da cidade.

 

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Fotografias de Mário Esteves, publicadas no Facebook

 

Humberto Ferreira anda há anos a demonstrar a malvadez, os maus instintos e a imbecilidade desse dos dois últimos presidentes da Câmara Municipal de CHAVES   - João Baptista e Tonho Cabeleira.

 

Nunca fizeram nada de jeito pelo Município e pelos Munícipes.

 

Antes pelo contrário, o tempo que ocuparam como edis, quer na vereação quer na presidência municipais só tiveram habilidade para engrampar os flavienses, fazendo uns «favorzinhos» ou «favorzecos», arranjando uns «tachitos», sobrelotando o corpo de funcionários municipais, criando agremiações-base do seu sustento político, e exercendo ridículas quão covardes vingançazinhas sobre simpatizantes e militantes de outros Partidos políticos ou sobre cidadãos que apenas exerciam, e exercem, o seu direito de expressão e à liberdade de pensamento.

 

Francamente! Tanta covardia e tanta «filha-da-putice» nunca pensei que fosse possível em Transmontanos, em Normando-Tameganos, em Flavienses!

 

Esse Executivo Flaviense não sabe o que é o respeito!

 

Nem pelas pessoas, nem pela «cidade»!

 

Diplomados, não passam de uma quadrilha de ignorantes e de pantomineiros!

 

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Esgotos provenientes dos parques empresariais em Outeiro Seco, lançados pela CMChaves às linhas de água que desaguam no Rio Tâmega (Foto de 09082015)

 

Atentem nos fantasiosos e hipócritas programas que pomposamente apresentam, dia sim dia-sim, nos Jornais e nas Têvês, locais e Regionais.

 

Que desplante!

 

Que desfaçatez!

 

O Tonho Cabeleira anda louco varrido por se ver em fotografias com ar de Marcelo Caetano (desculpando a ofensa da comparação ao distinto Professor de Direito)!

 

Há dias, num certo País da EU os populares atiraram para dentro de um contentor do lixo um político menos badalhoco que o «pavão de Castelões».

 

Não há aí por CHAVES quem pegue nesse traste pelo cu das calças e atire com ele ao rio, aí mesmo junto à Ponte Romana, ou o obrigue a tomar uma banhoca nos riachos de Outeiro Seco?

 

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Há mais de 8 anos que a CMChaves mantem esta prática de poluição sem que nada seja feito (Foto de 09082015)

 

De Vila Vede da Raia até Curalha, pelo menos (para não falar da «Praia de Vidago») não se podia fazer do Rio um orgulhoso motivo de interesse Flaviense?!

 

Porra! Porra! Porra!

 

Até eu que sou um santo (de pau carunchoso, ‘stá bem!) sou obrigado a pecar com «coza-se» e –carValhos”, sempre que assisto a bestialidades como esta, feitas na MINHA, na NOSSA TERRA!

 

Pomb(ut)a que pariu esses escroques!

 

Sevandijas!

 

 

M., 08 de Agosto de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Sábado, 1 de Agosto de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “SPORT”

 

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“S P O R T”

 

 

Falta-lhe «O LARGO DAS FREIRAS»!

 

Falta-lhe aquele brinquinho da cidade onde, antes, a água combinava com os canteiros sempre floridos, e as árvores dissimulavam sinais de compadrio, de atrevimento, de compromisso, e os bancos eram sala de estudo ao ar livre, escondendo da mentira a verdade do enamoramento, e onde os caloiritos púberes corriam ao «vê se me agarras», gritando alegrias antecipadas de futuras conquistas.

 

Na «Esquina do Lopes», os marmanjolas já entradotes na idade «metiam-se» com o Lopes, incitando-o a matrimoniar-se. E o Lopes desabafava com a graça que se lhe conhecia:

- «Que remédio lá terei que ter! Até aqui na minha porta está escrito: CASA LOPES!

 

Nas Quartas-feiras, Dia de Feira, era uma enchente de gente a chegar aos CORREIOS.

 

E lá estava, qual adivinho, aquele estudante «galifeu» sempre pronto a dar uma ajuda a fazer uma direcção, a saber quanto custava o selo para o Brasil ou a América, ou como ir à «Posta Restante».

 

Os Carteiros “eram (quase) todos bons rapazes”; as meninas e senhoritas bondosas e cheiinhas de simpatia.

 

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(1)

 

Vá-se ao que se vá a Chaves, a Rua de Stº. António é um lugar de passagem obrigatório.

 

Suba-se ou desça-se, os olhos olham e a curiosidade morre de fartura.

 

Os olhos olham e as pessoas mostram-se.

 

Hoje, o "Sport", tal como o "Arrabalde" (esquina do Mocho e da Casa do Dr. Alcino; Largo e gradeamento do Quiosque) é o arraial de basbaques; de «armadilhas» quando em grupo: de "cheios- de – razão – não - tendo – nenhuma”; de «sornas», pedantemente instalados entre meia dúzia de clientes, habituais ou de ocasião, que realmente dá ao lugar o estatuto de Sala - de - estar da cidade.

 

Em decaimento, pouco falta ao "Sport" para se tornar em mais um lugar «rasca», de uma Cidade à rasca, pois cada vez mais a estão a pôr mais rasca.

 

O «Ibéria, o «Jorge», o Geraldes, o «Cabeco», a «Dorinha, o «Mondariz», o «Aurora», o «Central, o «Brasil», o «Pàraketo», etc.,etc., tinham mais «identidade» do que os «panikes», os «pão-quente-a-qualquer-hora»; os «snack's» e outros que tais que por aí abundam às três pancadas.

 

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(2)

 

E o «SPORT», como símbolo de ágora e de miradouro, está estragado pelo que lhe falta na envolvência e pela decrepitude de rotinas.

 

Outrora, o “SPORT” foi uma taberna onde os «homes» preparavam o ânimo para a caminhada, já pelo escuro do dia, que os levaria a mais dois ou três “apeadeiros”, antes que o escuro da noite já estivesse do lado de lá da fronteira do dia seguinte.

 

Remodelou-se e passou a Café, a ponto de encontro e a sacada de rés – do – chão, de onde se debruça a atávica curiosidade dos que estão sempre à espera de quem passa, para lhes dar corda à imaginação e alimento às atenuantes para as suas frustrações; onde muitos se perdem a olhar, e a maioria se «apalanca» para se fazer notar.

 

Ao “SPORT” (e à cidade!) falta-lhe “as Freiras”!

 

 

M., 7 de Julho de 2009

Luís Henrique Fernandes

 

Notas:

(1) Bilhete Postal - Edição de Alberto Alves - Chaves

(2) Postal - Centro de Caridade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Porto

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Sábado, 11 de Julho de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “RAQUEL ... de Sto. Amaro”

 

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“RAQUEL”

   … de Stº Amaro-

 

Ali, na curva perigosa de SANTO AMARO, no ponto onde nasce a bifurcação para as CASAS-DOS-MONTES, havia a oficina de sapateiro do “Giestas”.

 

Era um lugar de parada dos que iam e dos que vinham da cidade, depois de precisarem de pôr umas tachas nas socas ou nos socos, pôr uns protectores nas biqueiras ou nos calcanhares dos sapatos ou nas botas de sola, segurar a fivela de uma alpergata ou de uma carteira de senhora.

 

Nos socos e nas socas também se usavam umas tiras protectoras, de borracha, aproveitadas dos pneus velhos, para aumentar o tempo de uso dos mesmos.

 

Era um ponto onde se deixava um recado para ser entregue a uma pessoa de outra aldeia; era o ponto onde se coscuvilhava um «cibito» e, tirando nabos da púcara, se sabiam umas “noβidades”, ora interessantes ora picantes   -   sacramentais ou excomungadas.

 

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 (1)

 

Na esquina da ladeira para a Capela ficava mesmo a calhar a Barbearia do Alcino.

 

Do lado de lá da rua era o correr de duas ou três «Tascas», onde os homens chegados às portas de dentro da cidade faziam a milagrosa benzedura vínica da sua garganta e da inspiração para o negócio que lá os levava, especialmente às Quartas-feiras, Dia de Feira.

 

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 (2)

 

A Ponte do Comboio, de Santo Amaro, embora em território da cidade, causava sempre a todos que por baixo dela passavam aquela sensação que se tem quando se vai da rua para o adro, da sacristia para a igreja, ou quando se entra no consultório do «senhor doutor».

 

Agora, deitaram-na abaixo. E do jugo romano nem lembrança há.

 

Logo à frente, do lado esquerdo de quem seguia para a Quinta da Fraga, havia o Campo de Futebol do FLÁVIA.

 

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 (2)

 

Um pouco mais adiante começava a subida para o Bairro típico das Casas-dos-Montes.

 

Neste, tudo era castiço. Os nomes, apelidos e cognomes das pessoas. As três Tabernas: a da Capela, a do PàraQueto e a do Branco. O Giestal: campo da bola e de recreio. O bairro Silvano Roque. O Olmo, no centro do pequeno Largo, junto à Capela. A casa da Pita Choca. Os baixos onde morava a «Laika». Na casa a fazer esquina com a rua para o Pedrete moravam os Tapiços. Na que fazia esquina com a dos Aregos, «o africano», dono da “Pensão Jaime”. Ao lado desta, as varandas floridas do sr. Júlio, «contínuo» da Escola Comercial; frente a esta, a do Tótó Neves, «contínuo» do Liceu.

 

O Kika, o Fediola, o Vermelhinho, o «’Strag’àtábua», o Regredo e o Fernando Piroleco eram figuras centrais do Bairro.

 

Próximo da Capela, na rua que vai para a fonte, a Barbearia do Zeca Peneda, especialmente concorrida nas noites de sábado, a fazer lembrar os areópagos atenienses   -   só que o tema de com que cidade se iria fazer a guerra ou se ajuizava das estratégias de Péricles era substituído pela análise dos ares que vinham da Galiza, da corrente dos ventos, da fase da Lua, da invasão do escaravelho da batata, do míldio na vinha, ou do preço das peles de coelho, de cabrito, de cordeiro ou de raposa.

 

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 (2)

 

Nos dias de maior invernia, o Monte da Forca, ali ao cimo do apeadeiro da Fonte Nova, fazia lembrar o Monte dos Vendavais: a pequena floresta de pinheiros atraía a chuva mais tempestuosa, o vento mais violento e os relâmpagos e trovões mais estrondosos.

 

Mas no tempo quente concedia uma rica sombra fresquinha, ao Lelo e ao João da Tia Olinda, mai-lo Neto da Tia São que, desde «a cidade» aí se deslocavam para o almoço   - não, que se tinha que se chegar a tempo e horas à oficina e às aulas!

 

A Fonte Nova era o mais célebre Apeadeiro das Partidas e das Chegadas que há no mundo!

 

O comboio, desde aí, deslizava em bitola de saudade, na Partida; e na de palpitante alegria, no Regresso.

 

Ao cimo da Azenha do Agapito, o rio era atravessado numa barca para o lado da «Freciana». A Ponte Nova, afundou a barca. No «Poço» continuou a aprendizagem da arte de bem mergulhar e «caçar» peixes debaixo dos rebolos, e, a seguir à “presa”, as lavadeiras punham à cora a roupa que esforçadamente lavavam.

 

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 (2)

 

Os mais gandulos afincavam-se na pesca de trutas e enguias, mal as pressentissem.

 

Aí, à Fonte Nova, chegava a recta de Santo Amaro, já dita «Estrada de Braga», onde os Minis e os «Cupers» (Coopers), depois de uma curva bem feita, ou de um ou dois piões na Curva de Santo Amaro, onde se desviavam da entrada para a apertada curva que antecedia a «Ponte do Comboio», roncavam até mais não, com a ambição de baterem o recorde mundial de velocidade!

 

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 (2)

 

Chegou o tempo das “Avenidas Novas”. A cidade conservou as ruas e os Jardins. Continuou linda e interessante.

 

Invadiu-a o cimento armado.

 

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 (2)

 

Os Pássaros e as Pombas assustaram-se. Tal como os Gatos e as Gatas, abandonaram as ruas, a margem do Ribelas e os pombais.

 

Para não se lhes notar tanto as carrancas das suas trombas, os noitibós e os pavões atacados por ornitose, destruíram os canteiros floridos e as árvores frondosas da cidade   -   a mando das Lojas de conveniência, ergueram altares de betão e construíram jangadas de pedra para se navegar em leito seco.

 

De SANTO AMARO antigo ainda restam as ruínas do casario e da ponte DO Ribelas, a Escola Primária e a ladeira para a Capela.

 

Pelo ar ainda ecoa o trinado da voz de sonho da RAQUEL!...

 

M.,, 20 de Julho de 2012

Luís Henrique Fernandes

 

Notas:

(1) Postal da Tipografia e Papelaria Mesquita - Chaves

(2) Propriedade e detenção dos direitos de autor - Humberto Ferreira

 

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Sábado, 6 de Junho de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “DIA e NOITE”

 

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“DIA e NOITE”

 

                                                                                                               “Ter de viver com a perda do amor

         é

                                                                                          um dos desesperos mais profundos

     do ser humano”

 

 

O coração ficou-lhe tão pequenino como o de um passarinho.

 

Há tantos anos!...

 

Aquela sombra; não, aquele vulto; não, aquele fantasma; não, aquela nuvem, leve, ligeira …. sombra, vulto, fantasma, nuvem aparecidas num relance repentino surpreenderam-no.

 

Não!

 

Não podia ser!

 

Não podia ser verdade!

 

Mas aquele cabelo. Aquele rosto, de perfil, aquele andar, aquelas mãos….

 

Não!

 

Não era verdade!

 

A eterna saudade, dolorosamente sentida em cada dia e em cada noite, construía fantasmas para lhe aumentar o tormento.

 

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Olhou.

 

Voltou a olhar.

 

Queria ter a certeza…mais do que queria ver do que daquilo que via.

 

Fechou os olhos. Para ver se estava a sonhar acordado.

 

A imagem daquela com que as saudades o atormenta a toda a hora sentiu-a fixar-se, gravar-se, com mais profundidade no seu coração.

 

Angustiado, o peito encolheu-se-lhe todo.

 

A nuvem, o fantasma, o vulto, a sombra afastou-se com indiferença.

 

Logo dobrou a esquina da rua.

 

Ele não resistiu. Saiu em passo largo e espreitou a outra rua.

 

Durante uns momentos, embora tão breves pareceram-lhe uma eternidade, não viu, não lhe apareceu vivalma   - nem carros nem pessoas.

 

Ficou tão triste o céu daquela cidade!

 

 

M., 15 de Abril de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

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Sábado, 21 de Março de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “PORTUGAL JÁ NÃO É UMA NAÇÃO!”

 

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“PORTUGAL JÁ NÃO É UMA NAÇÃO!”

 

 

Em Portugal já não há Portugueses!

 

Há Madeirenses e Açorianos; Beirões, Alentejanos e, parece que, Algarvios.

 

Há Chineses, Ciganos, Monhés e Romenos.

 

Há brasileiras e brasileiros!

 

Portugal já não é uma nação.

 

É uma federação de nações: a nação benfiquista, a nação sportinguista, a nação portista, etc. etc..

 

Desfeitos os Ranchos, desafinado o Vira, do MINHO já nem se fala: a “raça” das lindas mulheres minhotas (ai as de Afife, de Viana e de…!”) foi oferecida, de mão beijada, pelo “vizir de Boliqueime” ao “Califa das Arábias”! O Canário, coitado, bem se agarra à concertina e aos «cavaquinhos», mas pouco adianta: o Cavaco algarvio estraga-lhe as cordas e rouba-lhe os cordões e as arcadas das suas deusas, com que enfeita a Quinta da Coelha!

 

Portugal já não é uma nação!

 

Nem um Estado!

 

É um estado de sítio!

 

É uma emergência meter numa Casa de Correcção a canalhada que está a governar o País!

 

Aníbal, o Cartaginês, foi único.

 

A nós, portugueses, calhou-nos na rifa, para comandar a nação, um «pelintra de Boliqueime», um tal «sr. Silva», que, para melhor nos engrampar até nem usa o nome próprio de modo inteiro, não vá o diabo tecê-las e trazer à memória a sua apaixonada afeição pidesca ao …Rosa Casaco!

 

Aníbal, o António, clone de Judas Iscariote, continua descaradamente a comandar um pelotão de «Benedictos Arnolds».

 

É uma emergência «aquecer o lombo», «apertar o papo», «cobrir com alcatrão e penas» a cambada de salafrários que, “traidoramente”, têm estado a envenenar a vida dos Portugueses!

 

Os democratas, do cristianismo e do socialismo, em nome do deus dinheiro e da deusa ganância, aproveitaram para «encher a mula», tirar a barriga de misérias, garantir logo na «puberdade polítiqueira» uma choruda Reforma ou vitalícia pensão, ficarem bem governados até «ao quinto caral…», quer dizer, «geração», e decretaram que os agricultores portugueses «deixassem as terras a monte» e os campos de poulo; os incêndios lambessem as florestas; os pescadores engolidos pelas ondas e marés; os idosos que morressem «depressa e aos molhos; os doentes que não «chateiem» os ministros da Saúde; os Trabalhadores que fiquem parados; os Jovens que se ponham na alheta, e a milhas, muitas milhas, para além da fronteira de Soutelinho da Raia, de Segirei ou de Vilar Formoso; a Cultura que não passe além do nível e do gosto que por ela têm; o Ensino que seja um campo de treino para alienar alunos, professores e pais; a Ciência e a Investigação fossem excomungadas; mas santificadas as «escutas telefónicas» e sagradas as «fugas de informação» das alcovas da Justiça!

 

Tão patriotas, tão patriotas   - os democratas, do cristianismo e do socialismo   -   içam a bandeira de pernas para o ar, não sabem as estrofes do Hino Nacional nem quantos Cantos compõem “Os Lusíadas”, acabam com a celebração nacional e popular do Dia da Restauração da Independência Nacional e do Dia da Implantação da República!

 

Vá-se lá agora entender a «ética republicana» de uns, democratas do socialismo, e o que entendem por Independência Nacional os «irrevogáveis» democratas do cristianismo, para além da sua independência económico-financeira!

 

Têm vergonha da Língua Portuguesa: substituem-na pelo novo «lulês-dilmês», atrapalhado com palavras rafeiras de «inglês»!

 

Convencidos de que são mais artistas do que os do “Cirque du Soleil” ou os do “Circo Imperial da China”, eles que a arremedo chegam aos artistas do “Circo Mariani”, do “Cardinali” ou do “Chen”   -   montaram tenda e arraiais em Belém e S. Bento, de Lisboa, e lá praticam todas as pantominas e velhacas patifarias que lhes dá na real gana, contra os Portugueses!

 

Dos Minhotos não se fala!

 

E os Transmontanos estão em vias de extinção! - Tal como o«burro mirandês», o porco «bísaro», a galinha «pedrês», a ovelha «churra», a vitela «barrosã» e «maronesa»   -   inda vai havendo uns bois e umas vacas mirandesas!   -   a truta do Beça, do Tuela ou da Aguieira; o escalo, a boga, a lontra, o lince e o gaio; a batata de «Travancas», os grelos da «Gaiteira», os melões de casca –de-carvalho, o presunto de «Chaves»; e a «pinga dos mortos», de BOTICAS!

 

Em Portugal, até em TRÁS-OS-MONTES esta á a desaparecer a palavra e a honra!

 

Os transmontanos convertidos (ou disfarçados) em democratas do cristianismo e do socialismo, mal se apanharam nomeados cónegos ou monsenhores das suas seitas e «lojas» politiconeiras logo se transformaram em renegados e grandes estupores!

 

E as cagarras, qualquer dia, nascem espanholas!

 

M., 21 de Fevereiro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

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Sábado, 14 de Março de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “BEM – VINDO!”

 

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“BEM – VINDO!”

 

Um BLOGUE aberto a comentadores e a colaboradores constitui uma comunidade onde todos são protagonistas e onde o toque pessoal do seu autor é convite para um ambiente de amizade.

 

O título do Blogue “OUTEIRO SECO AQI” dá o mote para a divulgação de uma das «pérolas da NORMANDIA TAMEGANA» (como eu gosto de tratar as NOSSAS ALDEIAS).

 

E, à semelhança do seu autor, tem na porta o raminho de loureiro adornado com a frase hospitaleira da NOSSA TERRA: “Entre, quem é!”.

 

Ou seja, tal qual a franqueza do seu autor, o Blogue “OUTEIRO SECO AQI abre os braços à colaboração quer de leitores, quer de visitantes.

 

São assim os verdadeiros transmontanos: hospitaleiros.

 

Para eles «deitar uma mão» significa ajuda, aceitação do Outro.

 

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Para outros, «deitar a mão» é apanhar o que não lhes pertence   - e destes há-os também, e lamentavelmente, aí por CHAVES.

 

Vimos aqui com estima e apreço pelo autor e pelos visitantes, mesmo para com aqueles que só espreitam este Blogue para apanharem um pretextozinho que lhes alimente a raiva … ou a inveja!

 

E, porque este Blogue “OUTEIRO SECO AQI é plural, às lindas fotografias, às informações, aos textos de louvor ou de lamento, do autor, juntam-se distintos contributos acerca da história de OUTEIRO SECO, e «a parte da alma que, nas nossas desgraças pessoais, tentamos refrear, que tem sede de lágrimas e gostaria de suspirar e lamentar-se à vontade…»,a que Platão dá o nome de Poesia, e, às vezes, aos meus modestos “Pitigramas”.  

 

Não estranhem!

 

Estou contente porque o autor do Blogue regressou, para nos regalar a vista com as suas fotografias e nos ajudar a matar saudades da NOSSA TERRA!

 

B E M   -   V I N D O!

 

M., 09 de Março de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

 

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Sábado, 14 de Fevereiro de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “Tempo perdido”

 

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Na linguagem diária dos nossos auto-proclamados políticos   -   quer no papel de governantes, secretários ou biscateiros de qualquer órgão ou Serviço de Administração Pública, quer no papel de militantes comissário-comissionistas de Bairro ou de Província   -   o «absolutamente» enche-lhes a boca, numa tentativa esganiçada de tornar mais poderosas e convincentes as suas patacoadas e aldrabices.

 

Enfim, quase sem darmos conta, estamos a entrar na era do «absolutamente», ante-câmara do “Absolutismo”.

 

Ou seja, já está mais de meio caminho andado para ficarmos convertidos em seres arbitrários e insignificantes, atemorizados e incapazes de enfrentar livremente a realidade e perder a oportunidade da nossa própria história, para sermos apenas peças da história dos outros!

 

O Povo reza umas preces … aos santos das Aldeias vizinhas, contenta-se com duas larachas, gemidas ou fanfarrónicas, na Taberna ou à saída da missa, e mergulha o corpo e a alma, o sentimento e o pensamento na indiferença pela governação do País -   seja ela feita desde Belém, desde S. Bento; desde a Praça do Camões ou da casota da Junta de Freguesia!

 

O Povo anda por aí.

 

Geme, murmura, queixa-se, lamuria-se.

 

Gemibunda.

 

Mantém-se conformado.

 

Submisso.

 

Infeliz! Porque vive a acreditar que essa é a condição para entrar «no reino dos céus».

 

Os governantes não O têm em conta.

 

O absolutismo, por cá, já tem mais de meio caminho andado: os conflitos desvanecem-se (as greves são desmobilizadas…) e os inimigos (pelo menos os internos) desses trastes vão desaparecendo.

 

Há que dar sentido ao «mundo de todos»; há que dar sentido ao «mundo de cada indivíduo».

 

Não ir “Em busca do tempo perdido” significa dar conformidade ao sem-sentido e dar a última palavra “à morte e ao invisível”.

 

Não podemos deixar que o «tempo perdido descanse em paz em si mesmo».

 

E, como já escrevemos no nosso Pitigrama “De LUTO”, a morte não tem a última palavra!

 

 

Mozelos, 7 de Fevereiro de 2015

Luís Henrique Fernandes

(nota: “Pitigrama” e um termo criado e patenteado pelo autor, com que titula todos os seus escritos).

 

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Sábado, 7 de Fevereiro de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “MANEIRAS de SER”

 

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“MANEIRAS de SER”

 

 

Como se sabe, nós somos «perdido» pelas crónicas, pelos retratos (escritos, falados, cantados, “ENQUADRADOS”) e pela poesia de qualquer Lugar da NOSSA TERRA.

 

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Deixem-nos explicar o “NOSSA TERRA”: - Trás-os-Montes é um «Reino Maravilhoso»; com Territórios cheiinhos de História; com Regiões férteis de saborosos frutos da terra; com montes e vales, rios, ribeiros, caminhos e cruzeiros, hortas, quintais e cortinhas a combinarem-se com as loucuras dos céus disfarçadas em trovoadas, ventanias, geadas, nevadas, calores estivais, lugares de encanto. E tudo isso a preencher a vida de tanta gente que cuida da Natureza e de tanta outra gente, em canseiras, em sonhos, em consolos em segredo, em alegrias públicas, em lágrimas escondidas e enxutas na aba dos aventais ou na manga do casaco ou da camisa.

 

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A enxada, a rabiça do arado, a seitoura ou o podão; o cântaro cheio na fonte, o descascar das batatas, o pote ao lume, o dar de comer aos bichos, cuidar da roupa, cuidar dos filhos, levantar o muro, redrar a vinha, semear e segar, levar o gado ao monte ou a beber, e “botar” um copo numa qualquer adega acompanhado com uma rodela de linguiça pousada numa fatia de pão centeio, cortada por uma navalha enquanto se combina com o amigo «dar uma mão» a qualquer afazer naquela cortinha ou quintal.

 

Foi assim, é assim, que ao longo do tempo se edificam as “maneiras de ser” (da maior parte) dos Transmontanos.

 

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Nas Escolas, nos locais de trabalho; em qualquer estranja ou «Terras do Fim do Mundo”, dá-se logo conta do ser, da maneira de ser, Transmontano.

 

Para além do celebrado «Entre, quem é!», d’“a maneira de se estender uma tijela de caldo a um pobre à largueza de abraçar um amigo” se vê a «perfeição interior» do Transmontano.

 

Mozelos, 24 de Novembro de 2014

Luís Henrique Fernandes

 

 

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Sábado, 24 de Janeiro de 2015

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “Janeiro vai andando!”

 

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Janeiro vai andando.

 

O frio de Inverno faz-nos companhia e não há quem dele se não valha para meter conversa, dar sinais de si ou de que fazer ao Serviço Nacional de Saúde e à família.

 

E se caem uns farrapos de neve na Serra da Estrela, caem o Carmo e a Trindade nas «redacções» das Emissoras de Rádio e Televisão, e nas dos Jornais.

 

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As nevadas, ou os nevões, no Gerês, no Larouco, no Montesinho, na Padrela ou no Brunheiro, por maiores que sejam, não merecem notícia ou imagem.

 

Das geadas na Veiga, na Montanha ou no Barroso é que nem se fala!

 

E do nevoeiro da “Cidade de Névoa”, ou do Condado Normando -Tamegano, é que nem palavra!

 

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Só a ponta do meu lápis é que não deixa de apontar para a MINHA NORMANDIA natal.

 

Para o crime ou a tragedia, e estes só mesmo monstruosos ou arrepiantes, é que despertam a avidez sádica dos “media” - Meios de Informação - e dos pategos que só no mal, no erro ou no desaire dos Outros encontram algum sentido nas suas vidas.

 

Janeiro vai andando.

 

Charlie” faz de metade do mundo macaco de imitação.

 

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A outra metade grita, e acredita, que o camelo Maomé entrou pelo cu da agulha na mesquita de Alá.

 

No “jardim à beira-mar plantado”, o Zé Povinho já não sabe fazer o manguito.

 

O País está afogado em dívidas.

 

Os «tugas» continuam com «os pés de molho» em água salgada e de costas voltadas para Espanha.

 

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Os pulhas Pedro, Paulo e Aníbal de Boliqueime, nos canteiros e cantinhos dos palácios de S. Bento, de Belém e de Seteais riem, cantam e dançam alegremente o “giroflé-flé-flá”!

 

Janeiro vai andando!

 

M., 17 de Janeiro de 2015

Luís Henrique Fernandes

 

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Sábado, 20 de Setembro de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “O COMBOIO da BATATA”

 

 

 

“O   COMBOIO  da   BATATA”

 

 

Outrora, Chaves era o maior centro nacional de distribuição de Batata.

 

Se nos lembrarmos do Fumeiro, das Couves, dos melões casca-de-carvalho e das melancias; dos contrabandos, do gado  -  cordeiros, cabritos, recos, galinhas e coelhos; caça - perdizes, lebre e coelhos; Barro de Nantes, o pão de Faiões; as Águas de Salus, Campilho e Vidago (acrescente-se as de Carvalhelhos); a castanha, os Figos e os Merogos (medronhos); as Telhas das (nossas) Telheiras (de famosa qualidade); os sempiternos FOLAR e PASTÉIS DE CHAVES; e os inúmeros, importantes (escandalosamente desprezados!) testemunhos históricos a jurarem uma antiguidade digna do mais profundo e solene respeito   -  fontes de estudo, de cultura, e de orgulho tribal; se nos lembrarmos …. se nos lembrarmos … do respeito e veneração que Povos de outrora  - Celtas, Romanos, Mouros – expressaram  de forma a perpetuarem o simbolismo e o significado desse rincão, se nos lembrarmos…

 

 

As «portas que Abril abriu» deixaram entrar uma enxurrada de  “faz-que-fazem”, de trastes e de pindéricos; de noitibós e de pescadinhas; de nombrilistas, impostores e mãos – leves; de sem-vergonha, safados e descarados; de camaleões e renegados.

 

Vai para além dos Dois Mil Anos que a CHAVES – AQUAE FLAVIAE atraiu, cativou e mereceu os olhares e os respeitos de muitos Povos.

 

Por histórias, História, e documentação, a sua nobreza foi divulgada, reconhecida e apreciada.

 

Não falta quem lhe reconheça preciosidade.

 

 

Os poucos que a desfeitearam foram (e são) demasiados.

Para mal da CIDADE   - e para mal das suas gentes   - estes nunca souberam o que significa Passado, nem o significado de Futuro.

O presente e os presentes foram o significado e o sentido da sua vida.

Não souberam, não quiseram dar à razão o lugar na razão.

E, quais sapateiros remendões ascendidos a tribunos apeléticos, mais não fizeram ( e têm feito) do que borrar o quadro histórico dessa “NOBRE CIDADE”.

 

 

 

Subtis, vêm agora insinuar o seu denodado empenho em elevar o quadro borrado à categoria de obra de arte   -   candidatar CHAVES a Património Mundial da Humanidade.

 

Sabem, sabem bem, que para além de Curalha  ninguém os leva a sério.

 

Mas sabem que aí pela Veiga e pela Montanha ainda arrebanham uns papalvos e uns simples que vão na cantiga, deslumbrando-se com a vaidadezinha prometida na demagogia e, assim, distraídos das irresponsabilidades e fugas de compromissos desses neo - estafadores  dos melhores desígnios da “NOSSA TERRA”.

 

Basta de pantominas!

 

Como pode uma CIDADE onde a Cultura é arremedada, a História desprezada, o Progresso retardado, a Humanidade descuidada, candidatar-se a tal honor?!

 

 

Outrora Chaves era o maior centro nacional de distribuição de Batata!

O comboio batateiro acrescentou à sua utilidade a alegoria.

 

Hoje, esses autores de atentados ao Património da NOSA CIDADE fazem-se de penitentes dizendo a intenção de “apanhar o comboio…… da batata”!

 

“Bat(a)oteiros”!

 

 

 

M., 5-9-2008

Luís Henrique Fernandes

 

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Sábado, 9 de Agosto de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “SERVIDÃO VOLUNTÁRIA”

  

 

 

“SERVIDÃO VOLUNTÁRIA”

 

Com o nepotismo crescente e a assunção de «garotada» e de «canalha» aos cargos de direcção da Administração Pública, a Democracia Portuguesa está cada vez mais eclipsada.

 

A Esquerda portuguesa não só se deixou diminuir pelas imagens deterioradas com que os reaccionários a foram pintando e mostrando a uma população que ainda confunde e mistura política com religião, como se deixou infiltrar por aventureiros gosmistas e oportunistas, para os quais a Solidariedade, a Fraternidade e a Liberdade são apenas as chaves de cofres onde eles metem as manápulas!

 

O monopólio da política caiu nas mãos de grupos sectários e clientelares.

 

Os cidadãos, os eleitores, na sua maioria, continuam a não perceber que a delegação da sua soberania é substituída pelo abuso do poder daqueles que têm elegido.

 

Quando se aproxima um período eleitoral, ouço com frequência, por aqui por ali e por acolá, a expressão: «os políticos são todos iguais».

 

 

Indigna-me a apatia de gente que pensa assim (ou talvez nem pense, mas di-lo para se justificar, perante si e quem os ouve, da sua falta de capacidade de introspecção, de reflexão, de análise política, ou para impor a si próprio a resignação de uma derrota à qual se entrega como bode expiatório de um qualquer favorzeco obtido junto do poder vigente) e se refugia tão imbecil e covardemente nesta desmobilização do seu direito de exigir melhores dirigentes e da obrigação de se esforçar por um mundo melhor.

 

Essa gente não dá conta de que com essa atitude submissa, de covarde, de rendição, está a reforçar os poderes dos «donos da política», descarados usurpadores de direitos universais.

 

A maioria dos portugueses dá-se bem com a «servidão voluntária» e a perda da cidadania.

 

O poder, em Portugal, dia a dia se manifesta menos sujeito à Lei.

 

O Governo desafia, a toda a hora e momento, a Constituição e os Tribunais.

 

A Democracia Portuguesa está substituída pela PARTIDOCRACIA.

 

O FASCISMO BATE À PORTA!

 

 

M., 25 de Abril de 2014

Luís Henrique Fernandes

 

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Sábado, 12 de Julho de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “BONITO MENINO!”

  

 

 

“BONITO MENINO!”

 

 

Que forma mais carinhosa a NOSSA GENTE tem de dizer obrigado:

        - Bonito menino!

 

Realmente, os Povos da Aquae Flaviae são mesmo "es(x)tremosos”!

 

E, até para acentuar mais o sentimento afectuoso, se dizem «estremôsos», pronunciando e acentuando o «ô». Fecham o «o» como se estivessem a dar um beijinho de miminho, repenicado, docinho e a chegar até ao fundo do coração!

 

Os flavienses são mesmo peculiares.

 

A uma geada «fora de tempo» chamam «relâmpago».

 

O Raul é «Arraul».

 

Quando lhes apresenta(va)m uma criança, despediam-se com um “Deus te fade com um bom destino”!

 

 

Vem uma trovoada e…”Santa Bárbara bendita, que no céu está escrita, com um raminho na mão para parar este trovão”!

 

Espantados com uma surpresa: “credo, cruzes, canhoto”!

 

Então aquela expressão de amável ironia: «Bem m’ou finto»!...

 

Depois, uma expressão extraordinária de afecto muito pegado, sentido, que tão bem sabe ao perguntar àquele que responde (... e até a quem ouve!):

 

        - “Tu não és meu amigo”?!

 

        - “Não-mas-sou”!

 

        BONITA MENINA!

 

M., 21 de Maio de 2014

 

Luís Henrique Fernandes

 

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Sábado, 31 de Maio de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “A OLIVEIRA de OUTEIRO SECO”

 

 

 

 

 

“A OLIVEIRA de OUTEIRO SECO”

 

 

 

 

As cerdeiras de OUTEIRO SECO deviam ter os privilégios da oliveira (na Grécia Antiga: quem lhes tocasse por maldade era entregue à Justiça)!

 

E as oliveiras de CHAVES, ora vejam pela amostra deste Blogue, uma de OUTEIRO SECO, como são lindas!

 

 

“ ’Intigamente” até tinham o condão de bastar uma lasca do seu tronco ou de um galhito para combater o veneno e a peçonha que por aí, por algures ou nenhures, andasse à solta.

 

“Agôra”, a peçonha e veneno «à balda», espalhados com a falsa água-benta do «abade da Vila da Ponte» e adubados com o excrementos do «pavão de Castelões», nem com receita de ‘stadulho (ainda os haverá?!), nem de pau de marmeleiro, nem, tampouco, com….o voto!....

 

O meu amigo Zeus, numa daquelas “Conversas” que de vez em quando tem comigo, disse-me que, no tempo do respeito, a oliveira estava consagrada à minha comadre Atena.

 

 

Zeus até me contou, em confidência (mas deu-me autorização para eu divulgar num Blogue à escolha) que, tendo oferecido umas férias à sua ‘”stremosa” filha, e como prémio por ter ajudado Hércules a vencer o «Leão de Nemeia» e os «Pássaros de Estinfalo» (desgraçadamente para os Flavienses escapou um descendente híbrido, transformado em «pavão de Castelões»!), trouxe-a à NORMANDIA TAMEGANA, onde lhe mostrou: o planalto onde seriam erguidos ”O Penedo dos Três Reinos”; os Montes onde se levantaria o mosteiro de Pitões das Júnias; a canelha onde seria posta a maior mesa de comezaina, no Couto de Dornelas; a «Fenda de Eva» feita num pedacinho de jardim, onde todos os monumentos de culto seriam construídos uns sobre os outros, conforme o império de cada civilização, e que acabaria por resultar num riquíssimo testemunho histórico deitado ao abandono e ao desinteresse dos «homens da CULTURA» do País a que pertence, e de seu nome CAPELA da GRANGINHA; marcado no chão, o ponto exacto da primeira pedra para a futura Igreja em honra de uma Senhora da Azinheira (Zeus e Atena gostavam das árvores. Então das de fruto!...); marcou as fundações de uma futura fortaleza, ‘inda por cima com uma preciosa vista panorâmica, chamada “CASTELO de MONFORTE de RIO LIVRE”; assinalou as nascentes de águas milagrosas de Soutelinho da Raia, de Segirei, de Carvalhelhos, de Salus, de Campilho e de Vidago , e «as de mais virtude» (um pouco acima da futura famosa Azenha do Agapito), para desgosto de Poséidon e do seu tridente.

 

Encantada, Atena correu atrás dos tordos que voavam no céu de Faiões, pinchou o Tâmega para o outro lado, descansou à sombra de um sabugueiro ali no sítio de Vale Salgueiro. Entretida a fazer uma varinha mágica, copiada mais tarde pelo Harry Potter, reparou numa oliveira bravia, com flores tão lindas como as que se podem ver nos «retratos» deste Blogue de AQI.  

 

 

Enfeitiçada, colheu um rebento e levou-o consigo para o Olimpo.

 

Aí, num enorme canteiro dos seus jardins, plantou e enxertou a oliveira (um aldeão de Outeiro Seco ensinara-lhe a arte!...).

 

Na competição para deidade protectora de uma poderosa cidade da Ática apareceram dois candidatos: Poseidón e Atena. Cada um teria de oferecer um presente à cidade.

 

Poseidón exibiu o «tridente»; Atena, um raminho com flor de oliveira levado de “OUTEIRO da VÁRZEA do TÂMEGA”.

 

 

Atena venceu. Um voto de diferença deu-lhe a vitória (as mulheres votaram todas em Atena; os homens, todos em Poseidón!).

 

Poseidón, cheio de raiva invejosa e de inveja raivosa, espetou o tridente no chão e fez rebentar nascentes de água salgada e badalhoca, inundando toda a Região.

 

Para acalmar Poséidón, as mulheres concederam perder o direito ao voto (veja-se o prejuízo que daí resultou!) e comprometeram-se a não dar aos filhos o nome derivado do da mãe (vá lá que «agôra» já está a cair em desmoda tal arrepio!).

 

Atena era e foi «virgem» para sempre.

 

 

A flor da oliveira era o símbolo da sua «virgindade».

 

Em honra de Atena, e pela delas próprias, quando «iam ao altar» (antes disso passavam a vida nos confessionários .... dos deuses, antes, nos dos seus representantes, depois!...) as «noivas» levavam ao peito uma flor de laranjeira  a  de oliveira era exclusivo de Atena!

 

Para lembrar a visita de tão distinta deidade, “Os de Outeiro da Várzea”, passaram a dar ao seu termo o nome de “OUTEIRO SECO” e sublimaram o nome da oliveira e da laranjeira em Azinheira.

 

Em honra de tão rica protectora, os “Outeirenses d’AQI” ergueram um templo, que o tempo estragou e os trânsfugas de CHAVES deixaram pilhar … para enriquecimento de umas prestigiadas Adegas (armazéns de luxo) chamados Museus!

 

 

Mas que ficavam melhor por ali, aí, à beirinha do Tâmega e na NOSSA TERRA, ai isso é que ficavam!

 

E, alumiadas por lamparinas com azeite de OUTEIRO SECO, então é que teriam cá um brilho!

 

 

 

M., 24 de Maio de 2014

 

Luís Henrique Fernandes

 

 

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Sábado, 17 de Maio de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “Parafanguice"

 

 

 

“Parafanguice”

 

 

Umas dores nas “cruzes” levaram-nos a um tratamento de Fisioterapia.

 

A sala da Clínica que escolhemos é ampla. Comporta bem uma dúzia de pacientes e os necessários equipamentos.

 

Pela maneira franca e aberta com que alguns conversam, quer entre si, quer com os fisioterapeutas, dá para entender o ambiente familiar e o sucesso das massagens, dos «piquinhos», dos exercícios e do «parafango».

 

Um «atleta», já mais avançado na idade do que nós, calhou na marquesa ao nosso lado direito.

 

Apanhou, estamos em crer, pedaços das nossas conversas ocasionais com os fisioterapeutas, e à saída, como início de contacto pessoal, disse: -

 

-“Eu também sou transmontano. E Flaviense”.

 

Cumprimentámo-lo com afecto e satisfação.

 

-“Ando há que tempos para ir à cidade, mas ainda não calhou” – acrescentou.

 

Este «ir à cidade» soou-nos mesmo à moda antiga da NOSSA TERRA. Lá na NOSSA ALDEIA, quando alguém tinha de tratar de algum assunto para lá da Fonte Nova dizia sempre aos vizinhos que tal dia ou tal hora «ia à cidade». E perguntava-lhes se queriam alguma coisa de .

 

O nosso companheiro de “parafanguices” tinha mesmo o ADN “flavínio”!

 

A ambulância de “Transportes de Doentes” esperava-o e nós apressámo-nos a prometer a continuação da conversa para o dia seguinte.

 

Assim aconteceu. Mas a conversa só se deu enquanto descíamos as escadas e a rampa de acesso à rua.

 

Pediu desculpa pelo atrevimento e o incómodo de nos tomar tempo.

 

- “Mas ontem, chegado a casa, não ganhei descanso enquanto não fiz estas duas letras que gostaria que lesse e, depois, pedisse ao seu amigo de um Blogue de CHAVES, de que ontem e outros dias tem referido, para fazer um poste, se é que não é abuso da nossa parte”.

 

-Não se acanhe. Farei como pretende. Depois dir-lhe-ei se o “post” foi feito.

 

-“Sabe, os caminhos da vida afastaram-me dos livros. Tenho andado mais chegado aos Jornais. A bola, o árbitro; o relvado, as quatro linhas; as cláusulas de rescisão, a altura, o peso, os índices de progressão do Jogador, e o nome da Academia onde se formou; o penalti, a goleada   -  agora já não se diz «uma abada»! … Ainda se lembra desta? …Uma vez o NOSSO DESPORTIVO levou uma abada do Braga de 13-0! E o nosso «keeper» foi o melhor em campo!

 

- Já vou! Já vou!  - respondeu para o bombeiro-condutor da carrinha de “Transportes de Doentes”

 

Notámos que os companheiros (e companheiras) de viagem estavam com pressa.

 

-Vá descansado. Havemos de ter tempo para uma longa conversa.

 

Chegámos a casa. Lemos o «bilhete». Demos volta «à cachimónia», a tentar apanhar alguma história ou alguma lenda dos tempos em que a Rua de Santo António se parecia com a “Piccadilly Circus”, e que nos tenha escapado.

 

Decidimo-nos por vir ao correio e mandar o bilhete ao autor de um Blogue de CHAVES.

 

Ei-lo:

 

(Ne varietur)

 

 

“””

 

“ Lembras-te, Trajano, daquele teu colega de Liceu, em Vila Real, para onde foste fazer o 6º e o 7º que te habilitariam à Universidade?

 

Não eras muito forte em Latim. Mas aquele teu conterrâneo, embora no 2º Ciclo de então, deu-te jeito nas lições do «Sum, es, esse, fui».

 

Sentavas-te com ele num dos bancos da Avenida Carvalho Araújo, aprendias melhor as declinações e os supinos. E lá ias todo contente, gabando as ajudas do teu amigo «arcipreste».

 

Tu seguiste para Coimbra.

 

Ele foi para Chaves. Dali partiu recrutado para um bacharelato em tácticas da Grande Guerra, que de pouco ou nada lhe valeram para a licenciatura em Guerrilha.

 

Na Bacia do Congo, na Baixa de Cassange, na Volta do Songo, nos Morros de Nambo ou nas Grutas de Bessa, experimentou a aritmética da traição, a geometria da imposturice, as equações da covardia, o grego da hipocrisia, o latim da falsidade, a história da mentira, a geografia das emboscadas, a química do medo, a anatomia da injustiça.

 

As soluções que encontrou estavam todas suspensas.

 

Amou o próximo.

 

Esqueceu-se de se amar a si mesmo.

 

Os anos passam. A auto-suficiência e a independência fazem, a muita gente, esquecer as ajudas, as palmadas de ânimo, as bóias de salvação, os empréstimos e os salvo-condutos que ajudaram à fortuna, ao sucesso, ao bem-estar, ou à conquista de boas parcelas de felicidade.

 

Alguém disse que «a ingratidão é o salário da vida».

 

Sabes, meu caro, o principal lema que adoptei para a vida que possa cumprir foi:

 

 – “Chama-me tudo, menos ingrato!”

 

Deixa-me que te lembre um outro:

 

-“Antes quero ter um bom nome do que ruim posse!”

 

Já agora, vou lembrar-te outro ainda, comum na NOSSA TERRA:

 

-“O DEVER é uma honra; o PAGAR é um brio!».

 

Claro, claro, quem tem tantos ideais é um idiota!

 

Pois seja!

 

Mas, sabes, subo e desço a Rua de Santo António, de Chaves, do Porto, de Olhão, da Guarda ou do ‘Rais que Parta’, de cabeça levantada, e olho toda a gente de frente, olhos nos olhos, sem pestanejar!

 

Quando vou a Chaves (e já há tanto tempo que aí falto!), alguns dos sexagenários e septuagenários que por aí ainda medram fazem há-de conta que não se lembram de mim.

 

Fazem eles muito bem. É que se me reconhecessem vinha-lhes a bílis à boca!

 

A cena que eu e eles protagonizámos com o Professor de Geografia no 5º Ano, lá no tal cortelho da Freiras; e a da aula de Físico-Química, no 7º Ano, naquela sala com vista para a Rua de Santo António, por causa do Salgado; ou a da rebeldia contra a travestida «ALA dos NAMORADOS» talvez lhes provoque uma aziazinha pela diferença entre o seu «ruminanço» “valenteiro e corajoseiro” fora de portas do Liceu e o «peito feito» de quem «até nem tinha razão de queixa» mas foi solidário!

 

Engraçado (sem ter graça nenhuma)!

 

Já reparaste que a maioria desses «merdas» acabou em Secretários de Estado, Directores-Gerais, poetas e escritores premiados, comendadores no 10 de Junho, deputados “filhos-da-puta“ no Parlamento ou nas Assembleias Municipais, vereadores e presidentes de Câmara e de Misericórdias, adidos no Zimbabué ou no Arquipélago de TONGA?!

 

Claro, clarinho, que no 26 de Abril de qualquer ano após 1974 todos ficaram ou nasceram com genes revolucionários, democráticos, anti-”faxistas”.

 

E só tu e eu, e mais alguns poucos, é que não entendemos o grande sacrifício, os actos de supremo egoísmo, (porra! é heroísmo que devemos escrever?!”) que esses «bandalhos» tiveram de cometer para nos levar a este «falso» estado de miséria e degradação nacionais, que é, nem mais nem menos, o frontispício de «janelas de oportunidades» que eles, os teus e meus ex-colegas, ex-amigos, ex-companheiros de armas, ou pós-qualquer coisa do que tu e eu tenhamos dito e feito, nos proporcionam para, amanhã, logo de manhã de um dia que nascerá daqui a mil anos, tu, eu e o «Zé Pagode» desfrutemos de uma vida regalada «à grande e a francesa»!

 

Para me despedir, deixa-me lembrar-te apenas duas grandes «visões» de um cacique local e de um refinado cretino nacional, por exemplo, para a Cultura e para a Saúde, respectivamente:

 

- Para o excomungado Presidente da Câmara da NOSSA TERRA a pedra de toque da Cultura está chapadinha e omnipresente nas “Concertinas dos Rapazes da Venda Nova”;

 

- Para o enjoado-bilioso maçónico, macaqueiro imitador de RUDOLPH HESS, a SAÚDE é imposta por decreto, sustentada com o aumento dos preços de medicamentos e tratamentos, e a «sã e risonha» longevidade certificada até aos 100 anos com  o “estreitamento” do  acesso aos Serviços de Tratamento de Doenças, especialmente passando para metade as possibilidades de transplantes de órgãos!

 

Claro, clarinho, que se «o gaijo» tiver uma unha encravada vai em jacto “particular-oficial” imediatamente a Londres, não, a Boston   -   que não dá tanto nas vistas!

 

Se o Purgatório é «uma invenção da padralhada para obter lucros com ele», o Inferno de vida dos Portugueses é a mina de ouro e de diamantes deste Governo.

 

Metade dos que nos têm governado comeu-nos a carne; a outra metade tem andado a comer-nos os ossos.

 

Estamos sepultados num “plácido sepulcro rodeado de esperança”.

 

Pois é, meu caro Trajano. Há que anos não te vejo. Mas gostava que estivesses com a mesma saúde e alegria com que nos víamos lá no “Camilo Castelo Branco”, ou no dia em que o “Delgado” pôs uma coroa de flores no “Carvalho Araújo” e discursou da varanda do “Tocaio”, lembras-te?!

 

Eu é que não me esqueci de ti.

 

E estimo-te (ab imo).

 

…. E CHAVES ainda está no mesmo sítio?”

 

Dever cumprido!

 

 

 

 

Luís Henrique Fernandes

 

 

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Sábado, 3 de Maio de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “À MINHA CIDADE …”

 

“À MINHA CIDADE …”

 

Falta-lhe o “JARDIM das FREIRAS”!

 

E como, na NOSSA TERRA, os lugares de convívio e de socialização, tal como os Jardins, são os chamados ‘Largos», muitas vezes se lhe ouve chamar-lhe «O LARGO DAS FREIRAS»!

 

(1)

 

À MINHA CIDADE falta-lhe aquele brinquinho onde, antes, a água combinava com os canteiros sempre floridos, e as árvores dissimulavam sinais de compadrio, de atrevimento, de compromisso, e os bancos eram sala de estudo ao ar livre, escondendo da mentira a verdade do enamoramento, e onde os caloiritos púberes corriam ao «vê se me agarras», gritando alegrias antecipadas de futuras conquistas.

 

Na «Esquina do Lopes», os marmanjolas já entradotes na idade «metiam-se» com o Lopes, incitando-o a matrimoniar-se. E o Lopes desabafava com a graça que se lhe conhecia:

 

- «Que remédio lá terei que ter! Até aqui na minha porta está escrito: CASA LOPES!

 

Nas Quartas-feiras, Dia de Feira, era uma enchente de gente a chegar aos CORREIOS.

 

 

E lá estava, qual adivinho, aquele estudante «galifeu» sempre pronto a dar uma ajuda a fazer uma direcção, a saber quanto custava o selo para o Brasil ou a América, ou como ir à «Posta Restante».

 

Os Carteiros “eram (quase) todos bons rapazes”; as meninas e senhoritas bondosas, que vendiam selos, carimbavam encomendas, ligavam o telefone e diziam como preencher o registo ou o vale postal cumpriam o seu dever cheiinhas de simpatia.

 

Vá-se ao que se vá a Chaves, a Rua de Stº. António é um lugar de passagem obrigatório.

 

Suba-se ou desça-se, os olhos olham e a curiosidade morre de fartura.

 

Os olhos olham e as pessoas mostram-se.

 

Hoje, o "Sport", tal como o "Arrabalde" (esquina do Mocho e da Casa do Dr. Alcino; Largo e gradeamento do Quiosque) é o arraial de basbaques; de «armadilhas» quando em grupo: de "cheios- de – razão – não - tendo –nenhuma”; de «sornas», pedantemente instalados entre meia dúzia que realmente dá ao lugar o estatuto de Sala - de - estar da cidade.

 

Em decaimento, pouco falta ao "Sport" para se tornar em mais um lugar «rasca», de uma Cidade à rasca, pois cada vez mais a estão a pôr mais rasca.

 

 

O «Ibéria, o «Jorge», o Geraldes, o «Cabeco», a «Dorinha, o «Mondariz», o «Aurora», o «Central, o «Brasil», o «Pàraketo», etc.,etc., tinham mais «identidade» do que os «panikes», os «pão-quente -a -qualquer -hora»; os «snack's» e outros que tais que por aí abundam às três pancadas.

 

E o “SPORT”, como símbolo de ágora e de miradouro, está estragado pelo que lhe falta na envolvência e pela decrepitude de rotinas.

 

Outrora, o “SPORT” foi uma taberna onde os «homes» preparavam o ânimo para a caminhada, já pelo escuro do dia, que os levaria a mais dois ou três “apeadeiros”, antes que o escuro da noite já estivesse do lado de lá da fronteira do dia seguinte.

 

Remodelou-se e passou a Café, a ponto de encontro e a sacada de rés – do – chão, de onde se debruça a atávica curiosidade dos que estão sempre à espera de quem passa, para lhes dar corda à imaginação e alimento às atenuantes das suas frustrações, onde muitos se perdem só a olhar e a maioria se «apalanca» para se fazer notar.

 

 

E «As Freiras», sem sombra nem bancos; sem passarada e sem estudantada; sem canteiros e sem flores, lembram uma tumba com laje da cor cinzento-triste das Irmãs Franciscanas!


 
 

Luís Henrique Fernandes

 

(1)

Postal - Jardim das Freiras

Edição do Centro de Caridade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Porto (sem data)

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Sábado, 26 de Abril de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “Fogo-de-vista"

 

Fogo-de-vista”

 

 

A Cidade CHAVES nem cresce nem minga    -   altera-se aos sobressaltos.

 

Os que têm tomado conta dela não é tanto para a cuidar, mas mais para a aproveitar para serviço e interesse da sua «quadrilha» partidária.

 

Chaves é uma cidade cujo crescimento e desenvolvimento urbanos poderiam e deveriam ser harmoniosos  e amplos, pois as suas condições geográficas são francamente favoráveis.

 

Mas a tacanhez de espírito, a mediocridade de conhecimentos e a impreparação política dos que têm vindo a tomar conta dos destinos dessa Cidade e dessa Região, agravadas com a impetuosidade da soberba, da ganância e da insinceridade desses mesmos decisores,    condenam  CHAVES (cidade e Região) a esse aspecto  de cidade «às três pancadas» e de Região «ao  deus - dará».

 

 

Assim, não é de estranhar que pessoas que gostam mesmo de CHAVES (cidade e Região), e, dentre estes, especialmente, os que aí nasceram e aí foram criados, reparem não só nas grandes misérias que por aí saltam à vista, como também  em ferretes isolados, que alguns consideram pormenores ou pequenas distracções licenciadas , que mais não são do que «o rabo de fora» de tristes cumplicidades … ou sinais  em “faces ocultas”.

 

O Progresso de uma CIDADE tem consistência no Planeamento, e não no capricho balofo ou na golpada de ocasião, licenciados e consentidos por quem tem a OBRIGAÇÃO de saber o que anda a (DEVE) fazer.

 

O feudalismo mental continua a ser um baluarte para toda a prosápia da imbecilidade, da tacanhez de espírito e da grandiosa quão estúpida soberba de todos quantos se convencem que a História da Humanidade é neles, e só neles, que se realiza.

 

Do pouco que estudaram, aprenderam uma insignificância que aproveitam às mãos cheias para enfartar o seu insaciável ego eivado de mediocridade.

 

Na vida estão eles, cada um por si, eles, e, depois, os demais.

 

Nascem indivíduos, passam a trastes, nunca chegam a ser pessoa.

 

Embora visíveis a olho nu, o descaramento com que se revestem disfarça-os mais do que a pele do cordeiro ao lobo.

 

Afinal, não passam de caracaras apalhaçados com plumagem de araras.

 

Ao longo da História, e particularmente no pós-25, continuam a proliferar, porque este Povo hospitaleiro os hospeda com afecto e toda a ingenuidade.

 

Especialmente, aí por CHAVES, pela Normandia Tamegana, continue-se a pôr no poleiro os atletas pepe-rápidos da camaleonice politicastra, e cuja maior qualidade está chapada, chapadinha, no conceito que têm do desempenho das funções de edis: - entrar em gozo de férias graciosas, por períodos de quatro anos, com todas as loucuras e lucros já metidos na conta … de quem tem de os «gramar»!!!

 

 

Queremos todo o merecimento para os nossos NORMANDO  - TAMEGANOS.

 

Por isso, e para isso, jamais devem deixar-se atrair, e cair, na escravidão de petimetres neróides.

 

A esses filauciosos e fementidos, o nosso amigo Zeus manda avisar que basta esse disparate para lhes retirar metade do mérito que têm.

 

Assim, dizei lá, o que vos resta?  - Ter cá, nesta vida uma imerecida e efémera glória, e Lá, na outra, o inferno atiçadinho!

 

Chega para ganharem Juizinho?!

 

Safaditos!

 

Nem só os que «fizeram alguma coisa por CHAVES» têm o direito à apreciação, à crítica, à reprovação ou ao louvor do que por aí acontece.

 

Mesmo quem nunca tenha feito “coisa alguma que se veja”, ao comentar, com empenho e seriedade, a vida da “NOSSA TERRA” já está a dar um contributo.

 

E há muitas maneiras de colaborar sem dar nas vistas.

 

Nem só em pôr-se em bicos de pés é que se tem mais visibilidade.

 

Muitos de nós não dão esmola, nem se põem com a lenga - lenga ao coitadinho, só quando sentem muita gente a olhar.

 

Conduzir a cidade e os cidadãos para as derrotas e a catástrofe é fazer algo de meritório?

 

 

Dar cabo das “Freiras”, dos Jardins, deixar «roubar» o Hospital, construir mamarrachos, levar o saneamento à GRANGINHA fora de horas e a conta-gotas, não cuidar minimamente do património histórico, promover vergonhosas feiras de sabores e medievais, provocar os artistas locais com exposições pomposamente anunciadas e descaradamente de portas trancadas; não promover, na verdade, a CIDADE (repetimo-nos, mas temos de lembrar que sempre que escrevemos CIDADE, ou CHAVES,  com letras maiúsculas queremos dizer, a cidade, as vilas, as Aldeias, enfim, todo o Município); sacrificar os legítimos interesses regionais a favor de caprichos, conveniências e «jogadas» partidárias; aceitar que quase se neutralize um dos principais pólos termais e turísticos do País; não criar as mínimas perspectivas de emprego para os jovens que aí concluem os estudos; não lutar pela instalação de uma Instituição de Estudos Superiores; continuar a consentir a desertificação das Aldeias e pouco ou nada se fazer pela melhoria das condições de vida dos mais Idosos e doentes; não preservar Povoados, que tanto o merecem; não melhorar acessos com tão gritante necessidade; consentir o roubo de Baldios, construções abusivas; fazer Polis aldrabados; atrasar e dificultar as decisões administrativas a qualquer cidadão e, particularmente, aos Emigrantes; proteger delambidamente os que aí se instalam para comercializar e abandonar ostensivamente os produtores locais; enfim, estas e outras atitudes é que são a expressão válida e valorosa do que SE FAZ POR CHAVES?!

 

Contentam-se com fogo - de - vista?

 

 

 

 

 

M., 19 de Abril de 2014

 

Luís Henrique Fernandes

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Sábado, 19 de Abril de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “POBRE REINO!”

 

“POBRE REINO!”

 

Gostamos da NOSSA TERRA!

 

É o nosso maior pecado capital.

 

Das parcelas que compõem e integram Portugal, ninguém se atreverá a pôr em dúvida como sempre foi das mais generosas e das mais sacrificadas.

 

E custa-nos a ingratidão, e a insolência, até, com que tem sido tratada, particularmente, na nossa época.

 

 

Na verdade, nos decénios mais recentes tem sido aviltada, e mais ainda com as cínicas pantominas de uma Auto-estrada que a diminui para Vila Real e um Casino que nada diz à cidade e à Região. Este é um enclave da estratégia gananciosa dos «reis de qualquer coisa»; aquela assemelha-se ao atalho de Efialtes e que ajudou à «sangria» de importantes estruturas de apoio e desenvolvimento da Região.

 

E o que mais nos custa ainda, repetindo-o, é termos por aí, e daí, uma caterva de traidores, uns “merdosos” que envergonham a honra e o brio das ancestrais qualidades dos Transmontanos.

 

Videirinhos, têm sorte em que os da capital, sendo da mesma cepa, lhe aparam - e dão cobertura - o jogo.

 

 

Obrigam a população em idade activa a procurar a sobrevivência noutras paragens, ficando por aí os mais indefesos e menos capazes de os enfrentar - idosos, jovenzitos e crianças.

 

Claro, para apoio, arregimentam sempre um punhado de rendidos e uma mancheia dos da mesma laia.

 

A nossa Província, e particularmente a NOSSA TERRA, tem sido muito maltratada ao longo da História.

 

Para as guerras fronteiriças foi sempre de grande proveito para os castelões portugueses.

 

Para as viagens trágico-marítimas sempre alfobre de recrutamento de navegadores e conquistadores.

 

Para os finados do «Império», o canteiro onde mais flores colheram os “armadilhas” e os armadores desta Pátria infeliz.

 

As honras e os louvores a que a História lhe deu direito têm ficado metidos nas gavetas dos Palácios de S. Bento e de Belém.

 

(1)

 

As vias de acesso e de comunicação, os Centros de Estudo e Investigação, a rede Escolar e Hospitalar, o Desenvolvimento Agrícola, Industrial e Turístico são desígnios que, mais do que lhe terem sido reconhecidos, lhe têm sido sonegados!

 

Continuam adormecidos nas lengas-lengas bíblicas conformando-se com as labaredas do inferno de Hoje convencidos de que o Amanhã lhes trará o reino dos céus.

 

É um Povo resignado.

 

Ainda por cima com a maldição de ser aquele que mais facínoras gera, em cada palmo linear.

 

Já não admira, pois, que se afogue a Linha do Tua; que se envenene o Sabor; O Tâmega e o Beça; que se encerrem Hospitais e Maternidades; que se inquinem as águas Minero-medicinais do maior complexo do género no País; que se promova uma nova vaga de emigração e de desertificação das nossas ALDEIAS; que em nome de tecnológicos interesses e de interesseiras tecnologias transfiram as crianças e jovens em idade escolar para modernos gulags; e aos mais idosos lhe seja negado, proibido ou impedido o direito de uns anos de velhice que à Dignidade Humana pertencem.

 

 

TRÁS-OS-MONTES continua a ser o bombo da festa das cretinices, incompetências, maldades e raivazinhas políticas dos «berdamerdas» que, desde o Afonso Henriques têm administrado Portugal. E os da última “abriladona” têm-se mostrado os mais reles, lá isso têm.

 

E por aí ainda medram uns estuporzitos, com o vosso consentimento e alimento!

 

Pobre Reino Maravilhoso que está a acabar em reino vergonhoso!

 

Luís Henrique Fernandes

 

(1) - Foto de Fernando Ribeiro, do Blogue Chaves (http://chaves.blogs.sapo.pt/148812.html)

 

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Sábado, 5 de Abril de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “GIESTAS”

 

“GIESTAS”

 

 

O século vinte chegava a meio.

 

Na NOSSA TERRA o Inverno era gelado.

 

O Outono, da Feira dos Santos.

 

O Verão, do S. Caetano e das sestas.

 

A Primavera, da Srª das Brotas e das promessas cumpridas na Srª da Saúde, de S. Pedro de Agostém; da chegada das andorinhas, do verdejar dos campos e do florir das árvores e das plantas.

 

 

O “CAMPO” cobria-se de “merendeiras”, coradinhas e perfumadas.

 

Os “NETOS da GRANGINHA” tinham por onde brincar com graça e alegria.

 

No regresso da Escola (os irmãos Mário e Júlio, do João Carteiro, vindos da do Giestal, nas Casas-dos-Montes, e o Luís da Tia São, da de Santo Amaro), depois de se juntarem à entrada para o «’trei-ladrão”, atravessarem o Pedrete e espreitarem a ”Fonte da Moura”, os três “amadis de gaula” da GRANGINHA, subiam o monte do Picholeto. Alguns pinheiros e carvalhas pareciam querer marcar as fronteiras entre condados de giestas brancas, que mais se assemelhavam a castelos mouriscos onde se acolhiam coelhos bravios.

 

 

Sorrateiros, estes mosqueteiros da GRANGINHA aproximavam-se das «camas» e, assim que tal, mergulhavam olimpicamente sobre os felpudos láparos.

 

Às vezes, o coelho mais atento topava os três gandulitos. Dava uma patada forte no chão, espirrava sonoramente e formava um daqueles saltos de deixar qualquer um pasmado.

 

O susto de um alertava todos os outros.

 

 

E, então, era um estrelejar de saltos e correrias por entre as giestas, as carvalhas e os pinheiros até aos silvedos mais próximos da Fonte da Moura e às estratégicas tocas de todo o Pedrete!

 

O «Mono», das Casas-dos-Montes, empenhadamente a cuidar das suas sementeiras e plantações, arreliava-se sempre que o seu macho relinchava e se empinava com o susto pregado pelos coelhos que lhe roçavam as patas ou o focinho enquanto pastava na erva tenrinha regada pelo rigueiro que, descido do Cando, corria até ao Tâmega.

 

A Ester, do Cando, já moçoila e hoje mulher do Roulo, entretida na horta, ria-se das diabruras dos três amiguinhos.

 

 

Passado o Alto das Carvalhas, e logo no Alto do Cando, as giestas brancas tomavam conta do monte, como que abrindo alas para a «Lama» e o «Frei Janeiro».

 

Os três «caballeros brincallantes”, inocentes “don quijotes de la Grangiña”, abraçavam as flores das giestas e davam beijinhos nas pétalas julgando-as gotas de mel caídas dos lábios de uma Dulcineia.

 

Para desanuviar a preocupação da ‘Vó São e da mãe Teresa do João Carteiro, os três aventureiros arranjavam, às vezes, meia dúzia de galhos de giesta, atavam-nos, como calhava, com um improvisado “bencelho”, e aliviavam o ralhete oferecendo-os a uma e a outra como vassoura para se varrer as escadas ou o chão da lareira!

 

 

Mais tarde, nos amanheceres frescos ou ainda nos mornos fins de tarde do 3º Período do Liceu, o Luís da Tia São sentava-se no meio de um giestal, da Sobreira ou do Quinchoso, onde estudava as lições para os exames ou recitava poemas à sua amada.

 

     E, com Florbela, suspirava:

 

 

    Deixa dizer-te os lindos versos raros

 

    Que a minha boca tem pra te dizer !

 

    São talhados em mármore de Paros

 

    Cinzelados por mim pra te oferecer.

 

 

    Têm dolência de veludos caros,

 

    São como sedas pálidas a arder …

 

    Deixa dizer-te os lindos versos raros

 

    Que foram feitos pra te endoidecer !

 

 

    Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda …

 

    Que a boca da mulher é sempre linda

 

    Se dentro guarda um verso que não diz !

 

 

    Amo-te tanto ! E nunca te beijei …

 

    E nesse beijo, Amor, que eu te não dei

 

    Guardo os versos mais lindos que te fiz!

 

 

M., 28 de Março de 2014

 

Luís Henrique Fernandes

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Sábado, 1 de Março de 2014

Contributos - Sr. Luís Fernandes - “A revolta é a nobreza do escravo”

 

A revolta é a nobreza do escravo

 

Hoje sinto-me triste.

 

Querem dar cabo da Minha Terra!

 

Por este andar, não falta muito para que fique transformada numa província de ruínas.

 

Capela de Santa Rita - Solar dos Montalvões - Ruínas

 

Fecharam-lhe as Repartições de Serviços Públicos; Hospitais, Creches e Maternidades; estrangulam-lhe as actividades empresariais; complicam, até ao desespero, a vida dos emigrantes, que, saudosos, nela querem investir.

 

Fecham Escolas a torto e a direito!

 

Para mais e melhor favorecerem interesses estranhos e estrangeiros, cortam-na com duas Auto-estradas, que deixam de lado e fora de vista e de paragem a tantos que a podiam visitar, conhecer, apoiar e amar.

 

IP3/A24

 

Trás-os-Montes sempre foi uma Província de Fronteira.

 

E continua usada, e gozada, como instrumento táctico na guerra de interesses sujos, baixos e anti-patrióticos.

 

Aos novos e aos “velhos” campos de concentração opõe-se hoje por contradição e vis conveniências um novo tipo de campo - o campo de desconcentração….

 

Atol de experiência, escolhida foi a NOSSA TERRA TRANSMONTANA!

 

Escola Primária - Encerrada

 

Esta cambada de neo - estafadores políticos quer ter o rebanho à vista, à roda de si, a jeito do pontapé ou da bordoada, a jeito de chupar a teta, ou da tosquia; e, vai daí, empurra-o para dentro dos redis, a que chama ´«áreas metropolitanas»

 

Que lindo vai ficar o nosso País!

 

Que triste vai ficar A NOSSA TERRA!!!

 

“A revolta é a nobreza do escravo”

 

M., 7-9-08

Luís Henrique Fernandes

 

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