Quando abrimos a caixa do correio e deparamos com o tão afamado "Boletim Municipal", o primeiro impulso é o de enviá-lo directamente para a reciclagem mais próxima, mas depois, pensando que o mesmo é feito com dinheiro que nos é retirado à força dos nossos bolsos, sempre temos a expectativa de que tenham melhorado o nível cultural, literário e de inteligibilidade dos assuntos relativamente ao anterior.
Claro que ao começar a ler, o que encontramos é o habitual corridinho de autoelogios ainda que a maior parte sejam insignificantes, até para seres com notória falta de humildade e, para torná-los mais desgastantes, estão polvilhados com jactos de mentiras, que sobressaem dos textos como se estivessem a três dimensões. Não seria de esperar menos depois de ver o génio que figura na ficha técnica.
Mas hoje quero apenas chamar a atenção de uma dessa preciosidades publicada na página 4 do Boletim Municipal de Julho.
Para os menos atentos e os ainda felizmente menos interessados em ocupar os espaços dos Parques Empresariais que já se aperceberam dos vários pesos e medidas aplicados segundo quem seja o dito interessado, está incluída no texto publicidade enganosa que tem vindo a ser divulgada sem quaisquer consequências pelas Entidades responsáveis embora a verdade esteja à vista de todos e a prejudicar gravemente a nossa Aldeia.
Senão vejamos, dizem os candidatos a humoristas dos últimos e próximos dois séculos (que já é um título importante, até por serem tão competentes e honestos): "O Parque de Atividades de Chaves e a Plataforma Logística Internacional do Vale do Tâmega....(palha)....(mais palha)...., constituindo-se como um projeto ajustado aos novos imperativos de ordenamento do território e de qualificação ambiental."
Gosto da forma como utilizam o tal acordo ortográfico, gosto também do "Internacional do Vale do Tâmega" e, então deliro com "os novos imperativos" não só por dizerem respeito ao "ordenamento do território" (que é óbvio que foi muitíssimo bem ordenado), mas principalmente por serem de "qualificação ambiental". Se não fosse uma coisa séria, era mesmo caso para uma sessão de "risoterapia". Não há dúvida são génios, só que se enganaram - como sempre - na fotografia que ilustra tão interessante texto.
E assim sendo vou deixar-lhes aqui algumas que mostram claramente "os novos imperativos de qualificação ambiental" e que por arrasto trazem a excelente localização escolhida.
Parabéns pela iniciativa de mentir, tentando ocultar a verdade do que realmente se passa, mas como se diz por estas bandas: "Apanha-se mais rápido um mentiroso, do que uma lesma dos lameiros (que são muitíssimo mais lentas que os caracóis)".
Se pretenderem uma das seguintes fotos para republicarem o artigo ou para se retrarem, não se esqueçam de não as roubar. Peçam autorização e paguem os respectivos direitos de autor e, já agora paguem também aquilo que continuam a dever aos meus pais desde 2004, pois estou certo que não se esqueceram.
O SEPNA já presenciou no local uma descarga de esgotos, mas mesmo assim nada foi feito.
Nota: As fotos não têm qualquer tratamento, mas pelo menos, conseguimos isolar os maus cheiros.
Águas Frias - Rio Livre - Tino
Rêverie Art - Fernando Ribeiro
Sítio das Ideias-Lamartine Dias
Andarilho de Andanhos-S. Silva
Asociación Cultural Os Tres Reinos
Amnistia Internacional - Chaves
Amnistia Internacional - Blogue
DIGIWOWO - Artigos Fotográficos
RuinArte - Gastão de Brito e Silva


