Outeiro Seco - AQI...

Tempo Outeiro Seco
Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Outros Olhares - Lamartine Dias

 

 

Vejo outros trabalhos do Lamartine Dias em: http://sitiodasideias.blogspot.pt/

 

Para participar envie os seus olhares para jhumbertoferreira@sapo.pt. Obrigado. Berto

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Em Maio, maias

 

 

 

 

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:06

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Resultados das geadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Exposição - "Repórter por um dia" - Termina dia 18

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

http://lumbudus.blogs.sapo.pt/14835.html~

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:03

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Contributos - Sr. João Jacinto - "Noite de Crime e Mistério"

 

 

 

NOITE DE CRIME E MISTÉRIO

 

Já muito se falou sobre o caso, mas ainda é tabu na aldeia. Recentemente o Nuno Santos, aquando da publicação do seu livro abordou o tema.

 

Maria Sargenta era uma jovem Outeiro Secana como tantas outras dessa época. Maria tinha os seus sonhos, deslocava-se várias vezes à vila, até que um dia se morre de amores por um soldado do Regimento de Infantaria 19. Maria começa o seu namorico, o jovem promete a Maria casar quando terminar o serviço militar.

 

O sonho de Maria era constituir um lar e formar uma família, apesar de os tempos não correrem de feição. Pois queria lá saber do que lhe reservava o futuro.

 

Chega o dia em que o seu António terminou o serviço militar. Decidem casar, consumado o acto, vão viver para uma casa junto à Igreja Paroquial, hoje denominada casa residencial. Aí junto tinham uma pequena horta, onde está o actual parque.

 

 

O seu António passa a ser conhecido na aldeia pelo Celeirós, em virtude de ser natural da aldeia de Celeirós de Valpaços. Era um casal feliz vivia da jorna, pois o seu António trabalhava o ano todo para a família Sevivas do Penedo.

 

Já com filhas, algumas já casadouras, como a Arminda que casou com o João Maria (cagão), veio a falecer ainda nova deixando uma filha de tenra idade (Maria Alice), a Ana quando casou com o António Bucho, morreu de parto, a Cesaltina casou com um resineiro e saiu da aldeia, apenas a mais nova ainda menor assistiu a toda a tragédia, vindo a ser internada em uma casa de recolhimento, e mais tarde rumou para Lisboa.

 

 

Mas vamos ao caso;

 

Estávamos em Agosto de 1938, em Outeiro Seco vivia-se da agricultura, eram anos difíceis famílias numerosas e muitas bocas para alimentar. As famílias mais abastadas, tinham rebanhos.

 

Corria pela aldeia um boato, que o Celeirós roubava carneiros, esperava o regresso dos rebanhos no final do dia e ao chegarem perto de sua casa fazia o assalto. Os proprietários dos rebanhos andavam inquietos com esta situação.

 

Nesse dia, junto à noite, o pastor da família Félix, ao passar com o rebanho junto da casa do Celeirós, as ovelhas assustaram-se. O pastor chegou a casa contou o caso ao patrão, este chamou os filhos, para contar as reses, faltava uma.

 

 

Todas as atenções se voltam para o Celeirós, decidem ir a casa do Celeirós à procura do carneiro, e fazer justiça. Mal se adivinhava a desgraça.

 

Maria Sargenta estava em casa e o seu marido, vê chegar o grupo, coloca-se entre o grupo e o seu marido afim de evitar o pior, quando uma paulada traiçoeira lhe atinge a cabeça, cai ao chão, o grupo foge, Maria está morta, ali terminam os seus sonhos.

 

Celeirós promete vingar a morte da sua esposa, pois é um homem sem medo e de boa têmpera. Ameaça lançar fogo as medas de centeio da família Félix. Celeirós é desconfiado de tudo e todos, não fosse um dia entrar em casa e ter uma surpresa.

 

Era o dia 28 de Agosto dirigia-se para casa à noitinha, mas verifica que algo não bate certo, e decide esconder-se nuns arbustos ali perto, quando vê um grupo armado de paus, dirigir-se para sua casa.

 

Alguém do grupo sente rugir os arbustos e vê um vulto já em fuga e grita:

 

- “Vai ali o Celeirós a fugir”.

 

O grupo corre atrás do Celeirós pela calheia da poula, em direcção da ponte do sabugueiro.

 

O Celeirós procura refúgio em casa do Felizardo do Rio e esconde-se na cozinha debaixo de um escano, o grupo entra na cozinha perante a impassividade do patrão da casa, e arrasta-o pelas pernas escadas a baixo. O Celeirós apenas dizia "Adeus colete".

 

Já no pátio, ao menor descuido do grupo, escapa. O grupo perde o sentido dele. Desconhecem o rumo que tomou, mas alguém viu todos os movimentos. O grupo dirige-se para o Caleão, quando a filha do Redonda (Ilda) lhes grita:

 

- “Oh rapazes, vinde cá, que ele está ali!”.

 

E leva o grupo de agressores até ao poço que havia no local onde está hoje a casa do José dos Santos.

 

Aí estava o Celeirós encurralado, já com vários ferimentos. É retirado do poço, é arrastado pelo caminho até à Mesa de Pedra e aí leva porrada até à última. Já sem movimentos é arrastado até à porta da Tia Maria Zé, onde lhe é dado o final, aí é deixado sem vida.

 

 

Pelas 5 horas da manhã era costume nesse tempo dar de comer aos bois, para depois sair cedo para o campo.

 

Domingos Melo (Melico), quando chega à porta e vê o cadáver, chama a esposa, corre a casa do vizinho o Regedor Raúl Alves (o descalça a bota), alertam o Presidente da Junta Francisco Júlio (o Franco), são alertadas as autoridades.

 

Tenta-se saber quem seriam os seus autores, mas o silêncio é absoluto, pois tudo tem medo das famílias envolvidas. A única família que clamava justiça era a família Sevivas.

 

Mas para melhor esclarecimento aqui vai a transcrição dos factos, com a notícia publicada num Jornal em 18 de Janeiro de 1940.

 

Tudo a descoberto

 

Em 28 de Agosto de 1938, foi morto em Outeiro Seco deste concelho António Augusto "Celeirós", crime que impressionou aquela povoação e quem dele teve conhecimento, pelos requintes de ferocidade com que foi praticado. Instaurado o processo no Tribunal desta cidade, nada foi apurado de responsabilidade do crime cometido, e os seus autores ficaram em liberdade. Há pouco o Meritíssimo Juiz da Comarca, enviou um ofício ao Sr. Delegado de Saúde, para que este mandasse proceder a averiguações afim de ver se eram apurados alguns dados que levassem à descoberta dos autores do bárbaro crime. Em boa hora o Sr. Delegado Policial, encarregou dessas averiguações o Sr. Cândido Pereira, comandante do posto da PSP desta cidade, pois passados poucos dias tudo estava esclarecido, os autores do crime foram presos e já estão na cadeia dos Fortes. Já foi instaurado o respectivo processo enviado as autoridades judiciais, para que sejam pronunciados os autores do cruel assassínio que são os seguintes pessoas: José Félix, César Félix, Manuel Félix Júnior, Filipe Pereira do Rio, Manuel Pereira do Rio, Manuel Gonçalves Chaves, Henrique dos santos Costa, António Cunha, António Dias, Ilda Gonçalves Chaves, todos de Outeiro Seco. O Chefe Cândido Pereira é digno dos maiores elogios pela maneira como se houve nas suas diligência para apurar as responsabilidades de tão nefasto crime.“

 

João Jacinto

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Terça-feira, 14 de Maio de 2013

AQI Antigamente - Fragmentos da nossa história

 

"Conflicto em Portugal" e, como não poderia deixar de ser, Outeiro Secco está no centro das atenções e a notícia chega ao Brasil, sendo publicada na "Gazeta de Campinas" de 19 de Dezembro de 1879 (sexta-feira).

 

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Achados - Objectos Antigos - Ferro de passar

 

 

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Domingo, 12 de Maio de 2013

Vamos até Chaves - Jardim do Castelo

 

 

 

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Sábado, 11 de Maio de 2013

Pássaros

 
  

  

 
 
 
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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Outros Olhares - Luís Fernandes

 

 

Para participar envie os seus olhares para jhumbertoferreira@sapo.pt. Obrigado. Berto

 

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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Trigêmeos

 

Esta não é a "Pinta" que habitualmente trazíamos por aqui. A "Pinta" foi aposentada com o tempo completo de serviço.

 

Esta, é uma das filhas, uma das "Meninas". Enquanto pequenas, como recebem um suplemento de leite através do biberão, para ajudar a mãe na sua criação, ficam mais mansas e normalmente vêm à mão.

 

É o seu segundo parto. No primeiro teve gêmeos e neste trigêmeos.

 

 

 

 

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Legislação de Interesse

 

Atividade Pecuária

Decreto-Lei 59/2013 08/05/2013

Procede à quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 214/2008, de 10 de novembro, que estabelece o regime do exercício da atividade pecuária, alargando o prazo de licenciamento das atividades pecuárias

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:01

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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

"Outeiro Seco - AQI" - 3 anos

 

 

Hoje "roubei-lhe" o espaço ao Sr. João Jacinto, afinal este blogue cumpre 3 anos. Foram 3 anos complicados, de pára-arranca e períodos longos de inactividade. Não por querer, mas porque as coisas são assim. Quando semeamos o pão, esperamos sempre que as geadas caiam antes do mesmo ter espiga, o que nem sempre acontece.

 

Em números, passamos a “barreira” das 100.000 visitas, dos 900 posts e dos 1000 comentários. Não é muito, mas considerando que parte das publicações só foi possível graças a alguns amigos que mantiveram o blogue activo enquanto eu não pude, acho que são bons resultados.

 

Se nada se complicar, espero poder continuar as publicações como tenho vindo a fazê-lo ultimamente (diariamente), acedendo às colecções de objectos antigos e religiosos (enquanto me permitirem), publicando olhares diferentes do meu sobre a nossa Aldeia (sempre que os receber), recolhendo material histórico de interesse e continuando a disponibilizar espaços para quem os quiser utilizar.

 

Em modo de espera continua a colecção de objectos fotográficos que tenho vindo a prometer publicar (e a adiar), mas ainda estou a tentar ver por que lado lhe vou pegar. Para já ficam fragmentos da nossa história.

 

Agradeço a todos quantos visitam este blogue, a todos quantos aqui deixam os seus comentários, opiniões e críticas, mas também a todos os que têm ajudado, contribuindo das mais diversas formas possíveis, quer anonimamente ou identificando-se e, àqueles que por via do seu conhecimento, nos têm ajudado a melhorar.

 

Assim, fico grato pelos seus contributos à(ao)(s):

- Antonieta Melo;

- António Lousada;

- Armindo Escaleira;

- Carlos Rio;

- CDR - Portas Abertas (e às suas gentes);

- Celestino Chaves;

- Dinis Ponteira;

- Fernanda Serra;

- Fernando Ribeiro;

- J. B. César;

- João Madureira;

- Lamartine Dias;

- Luís Fernandes;

- Luís Montalvão;

- Lumbudus (no seu  geral);

- Miguel Ferrador;

- Sandra Pereira;

- Vitor Afonso;

- Zé e Gonçalo (Gráfica do Tâmega);

e, aos Anónimos  que assim se querem manter. Se passei ao lado algum, fica para a próxima.

 

Em destaque e porque assim o merecem, deixo um agradecimento especial ao Sr. João Jacinto pelos conhecimentos e informações que semanalmente nos transmite e que enriquecem a nossa história e, ao Tiago que tem contribuído desde o início com as suas fotografias.

 

Desnecessário será dizer que, como habitualmente, todos os contributos são bem-vindos, bastando contactar-me através do meu email: jhumbertoferreira@sapo.pt

 

Muito obrigado a todos e até amanhã ou até à próxima publicação. Daqui até lá, esperemos que pelo menos resolvam os problemas do lixo da Mina e dos esgotos em Vale Salgueiro, porque afinal, toda a Aldeia está a ser prejudicada, a não ser os que beneficiam com estas situações e são coniventes com elas.

 

Berto

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Terça-feira, 7 de Maio de 2013

AQI Antigamente - Fragmentos da nossa história

 
Outra foto que presumo que seja também dos anos 80, talvez perto da altura do Santos, devido à barraca dos matraquilhos. Embora não seja da nossa Aldeia, está relacionada em muito com ela. 
 
Trata-se do novo ("novo" para a época) edifício da Auto Viação do Tâmega, uma empresa importante da nossa Região, quer ao nível dos serviços que presta, como do número de pessoas a quem dá trabalho.
 
Tem vindo a servir a nossa Aldeia com carreiras regulares e, nos últimos anos, com os Transportes Ubanos de Chaves. Também empregou e emprega vários outeiro-secanos.
 
Para além disso, a fotografia tem pelo menos mais um pormenor relacionado com a nossa Aldeia. Qual será?
 
A foto foi adquirida com negativo.
 

 

AVISO: A cópia ou utilização das fotografias e textos aqui publicados são expressamente proibidas, independentemente do fim a que se destinam.

 

Propriedade e detenção dos direitos de autor: Humberto Ferreira

 

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

Vamos até Chaves - Ponte Romana

 

 

 

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Domingo, 5 de Maio de 2013

Algumas flores da minha mãe

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sábado, 4 de Maio de 2013

Achados - Objectos Antigos - Rádio

 

 

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

Outros Olhares - Tiago Ferreira

 

 

Para participar envie os seus olhares para jhumbertoferreira@sapo.pt. Obrigado. Berto

 

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Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Flores silvestres

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 1 de Maio de 2013

Contributos - Sr. João Jacinto - "Um Desacato"

 

 

 

UM DESACATO

 

Hoje, quando surge uma desordem ou outra situação, a primeira coisa que se faz é chamar a autoridade.

 

 

Noutros tempos a situação era diferente, ou intervinha o Regedor autoridade máxima da freguesia, ou as pessoas se deslocavam à Vila apresentando queixa no Administrador do Concelho, este resolvendo muitas vezes as situações, ou remetendo-as para o Procurador Régio.

 

O caso que aqui vou relatar passou-se em Outeiro Seco em 21 de Novembro de 1887.

 

Para Procurador Régio

Tenho a honra de participar a V. Exª. para os devidos fins que julgar convenientes que veio a esta Administração, queixar-se José Joaquim Penedo filho de João Joaquim Penedo, do lugar da freguesia de Outeiro Seco deste concelho, de que no dia 20 do corrente pelas 4 horas da tarde pouco mais ou menos, no sítio do Painho limite da dita freguesia, fora espancado por Francisco filho de José Bernardo do mesmo lugar o qual com um sacho lhe batera além de outras pancadas, uma na cabeça fazendo-lhe um ferimento. Testemunhas Maria filha de José Villa Frade, Florinda Rosa casada com António Baptista e Angélica mulher de Francisco Portela.

O Administrador

 

 

Mas o caso não fica por aqui;

 

Do Regedor de Outeiro Seco

José e Manuel filhos de Joaquim do Penedo, apedrejaram Francisco filho de José Bernardo, e que a mãe do referido José e Manuel de nome Emília, ofenderam com palavras obscenas a Margarida Alves.

 

Pois era assim que funcionava o dia à dia da aldeia de Outeiro Seco.

 

João Jacinto

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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