Estas fotos consegui-as depois de andar bastante tempo atrás delas e de até envolver amigos meus para as conseguir. Sou eu, a regressar a casa com meia dúzia de ovelhas, junto aos Barrocos.
Neste caso sei a data das mesmas - Janeiro de 1982.
Pode ver-se que nessa altura, as ovelhas que existiam eram "badanas", sendo que o carneiro já era cruzado de "brangancesas", como nós lhe chamamos e que são aquelas que estão melhor implementadas na nossa região hoje em dia. É fácil reconhecer que o carneiro é cruzado tendo em conta que é cornudo e não "moxo" como são habitualmente nesta raça.
As ovelhas "badanas" tinham alguns inconvenientes. O crescimento dos cordeiros era muito lento, era muito raro ovelhas com partos múltiplos e devido à capa de lã que tinham, era frequente terem problemas de "ronha" (sarna), na época difícil de curar, pois não se ouvia falar em desparazitantes.
Havia normalmente duas variantes de ovelhas badanas, umas com uma capa de lã mais abundante e que tinham as galhas (cornamenta) aberta e, outras com a galha cerrada, mas com uma capa de lá menor e mais clara. Ambas são visiveis nas fotos.
Era frequente também ver-se ovelhas a que chamávamos de "barrosãs", caracterizadas pelo seu pequeno porte (quase anãs), focinho curto e orelhas pequenas. Ao nascerem, parte dos cordeiros também eram "rabotos" (nasciam com a cauda amputada naturalmente).
Mais tarde, os rebanhos quase exclusivamente se compunham de ovelhas "bragancesas", sendo habitual haver ovelhas da "serra da estrela", por serem boas produtoras de leite, permitindo que os cordeiros crescessem muito mais rápido e tal como as "bragancesas" serem mais propensas a partos múltiplos.
As tentativas de introdução de ovelhas "alentejanas" (merino branco e semelhantes), como por exemplo em Chaves, Tresmundes e Maços, não tiveram grande impacto e hoje são practicamente inexistentes.
As fotos foram adquiridas com negativos.
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