“A VIOLETA”
O Post(al) de hoje, no Blogue “OUTEIRO SECO-AQI…”, trouxe-me à lembrança a «Violeta».
A “Violeta” era uma gata que vivia na “Casa do Campo”, com a minha Avó e o meu primo Tó, quando eu era ainda uma criança com pouca idade (agora já o sou com muita idade!).
O pêlo era cinzento. E tinha riscas.
A “Violeta” portava-se bem dentro de casa. Não assaltava os tachos nem os pratos.
Ai do rato que se atrevesse a passar a ombreira da porta…ou subir da corte ou da adega!
Regalava-me vê-la a murar a passarada que abundava pelas árvores do quintal!
Num instante pulava sobre um pintassilgo que estivesse a depenicar amoras das silvas que se estendiam e entrelaçavam no muro ou subia, sorrateira, pelo tronco e ramos de uma oliveira ou outra árvore de fruto, ou formava um formidável salto a apanhar um pardal, uma folecra ou outro qualquer passarinho em tranquilo chilreio na ponta de uma galha!
E quando a Avó SÃO ia «à cidade» acompanhava-a até às «Carvalhas», lugar onde começava a descida para a cidade.
À tardinha, adivinha a hora certa em que a minha Avó chegava às «Carvalhas», lugar onde acabava a subida desde a cidade.
O almoço, o jantar, a merenda e a ceia partilhei-os muitas vezes com a “Violeta”, sempre humilde e sossegada à espera da espinha de bacalhau ou da cabeça de sardinha que lhe estendêssemos.
Miava a chamar pela nossa atenção.
Miava a agradecer quando falávamos com ela.
Vi-a morrer, lá, no caminho em frente à “Casa do Campo”.
A minha Avó disse-me que foi da velhice.
Eu dizia-lhe que fora envenenada.
A “Violeta” deixou-me saudades.
Luís Fernandes
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