OBRAS
Hoje somos bombardeados, nos Blogues sobre Outeiro Seco, com as obras da Senhora da Portela, talvez na disputa de quem coloca mais ou menos fotos, qual a melhor, ou à procura do maior número de comentários.
A mim, pessoalmente, não é isso que me preocupa, mas sim se elas são realizadas de acordo com determinadas normas e não se destrua o passado.
Porque obras sempre houve em Outeiro Seco, umas maiores e outras mais pequenas, mas que no fundo não passam de obras.
Para se levarem a efeito estas, recorreu-se a um peditório pela Aldeia, em que cada Outeiro Secano contribuiu conforme as suas posses.
Antigamente não era necessária, proceder a estes peditórios, a própria igreja tinha bens suficientes (rendimentos) para a realização das obras.
Hoje temos todas estas modernices, mas talvez antigamente as coisas fossem diferentes. Será isso que vamos tentar demonstrar com o texto que aqui vamos transcrever.
É um documento do Administrador do Concelho, para a Irmandade das Almas de Outeiro Seco, e que remonta ao ano de 1867.
"Devolvo a V. Exª. o incluso orçamento da Irmandade das Almas eleita na Igreja da Freguesia de Outeiro Seco, relativo ao actual ano económico fazendo saber a V. Exª. , que o orçamento atento à importância do documento, não pode conter rasuras devendo para isso ser reformado e que por aprovação das últimas verbas, é preciso fazer uma acta assinada pelos mesários, e que duas partes se declare a qualidade da obra que há a fazer no pavimento da igreja, e bem assim na Capela de Santa Ana, e cuja cópia da mencionada obra deverá acompanhar o orçamento."
S.J.C.
Tudo isto era o que se passava no longínquo ano de 1867, em que pelos visto também se faziam obras.
João Jacinto
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