“A rosa de Gabilondo“
O amor floriu no coração daqueles jovens.
As sombras medievais ainda ocupavam o céu das mentes de pais ibéricos já em pleno século xx.
Às dez da noite, a filha já prometida – noiva – tinha de estar porta – de – casa – dentro.
Passavam cinco minutos das dez.
O pai andaluz, em apoplexia de melindre, - Oh! Infame falta de respeito! – assomou-se à porta e “ralhou “ com mais barulho que o pai do céu.
Ela, banhada em lágrimas.
Ele, encharcado de humilhação.
Mas ambos aguardaram com acalentada esperança o momento de ser reconhecido e abençoado o seu direito à felicidade.
E foram felizes!
E a doença invejou-os. Atacou Maitê.
A dor e a angústia pelo sofrimento da sua querida combatia-a o basco com a fé e as preces à Virgem.
Certo dia, mandou, o basco, um ramo de rosas vermelhas ao deão da Igreja de N. Senhora de....
Maitê subiu ao reino dos anjos.
No dia da procissão das Festas em honra de Santa Marta, o andor, sempre tradicional e igualmente enfeitado, levava uma rosa vermelha.
Qual gota de sangue caída da chaga da mão de Jesus, sobressaía dos lírios que adornavam o sopé da imagem.
Aquela rosa tocou os olhos e o coração de todos quantos olharam o andor.
Alguns anos após, o deão – amigo fez entender ao “coração-saudoso” da “sua Maitê” o simbolismo, a espiritualidade, a eloquência daquela rosa que todos os anos está no andor de Santa Marta.
É a Rosa de Gabilondo!!!
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