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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013

Mentiras eleitorais - II

 

Depois da primeira dose de mentiras, vamos à segunda. Esta da exclusiva responsabilidade do cabeleira. Vieram todas estampadas na edição de 14/11/2008 (sim, 2008) do semanário “A Voz de Chaves”.

 

É pena os meios de comunicação social, de tempos-a-tempos, não fazerem uma recapitulação daquilo que publicam e confrontarem estes charlatães com as suas próprias afirmações para desmascará-los e expô-los à população a quem mentem sem qualquer pudor com a conivência passiva quer da própria comunicação social, quer das Entidades locais responsáveis. Se fizessem essas confrontações, os jornalistas (não só daqui, mas do país inteiro) conseguiriam as melhores entrevistas desde que Deus falou com Moisés.

 

 

Já alguém dizia que “Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma HOMENS em COBARDES”.

 

E usando as palavras do próprio cabeleira:

É preciso denunciar. Denunciar é um dever de elementar cidadania.

Ainda bem que não foi para albardeiro, senão enfiava mais vezes a agulha nos dedos do que no couro que estaria a coser.

 

O “elementar” cidadão ainda não se apercebeu que ainda vive num tempo pré-pré-pré-histórico. As suas “competências” ainda estão numa fase muito “larvar”, incipientes, qualquer “ervilhoto” na sua fase de crescimento tem mais potencial e “competências” do que este indivíduo.

 

Depois disso, já o mais comum dos seres humanos descobriu o fogo, inventou a roda e é por princípio honesto, honrado e capaz. O "elementar" é simplesmente um “génio” do seu tempo, por isso, temos de lhe dar um desconto.

 

 

Fica então a transcrição do artigo (compilação de mentiras) para todos AQI. Nota: As fotografias não fazem parte do artigo.

 

________________

 

Edição de 14-11-2008 do semanário " A Voz de Chaves"

 

Outeiro Seco – Quinta dos Montalvões –  De espaço degradado a projecto apetecido

Lixo e degradação fazem parte do quotidiano da Quinta dos Montalvões, em Outeiro Seco. Propriedade do Município de Chaves, para aquele espaço estão projectados empreendimentos arrojados, na área da gastronomia, do ensino e investigação, saúde e apoio aos mais idosos.

A Quinta dos Montalvões, em Outeiro Seco, propriedade do Município de Chaves, mais parece um “aterro sanitário”, dada a quantidade de lixo aí despejada. Com acesso para veículos, são visíveis vários montões de lixo, entulho e até uma “pilha” de garrafas de vidro, umas intactas, outras partidas.

Este espaço, adquirido pela Câmara de Chaves, esteve cedido, durante 10 anos, à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, para que aí pudesse desenvolver um pólo universitário.

No entanto, decorrido este tempo, regressou novamente para a responsabilidade da autarquia, dado aquela Universidade não ter desenvolvido qualquer projecto. Além do lixo acumulado, também o Solar está ao abandono, degradando-se com o passar do tempo.

Confrontando a Câmara Municipal de Chaves sobre esta situação, o Vereador António Cabeleira, referiu à A Voz de Chaves que desconhecia o amontoar de lixo nos terrenos da quinta, mas prometeu algumas medidas: mandar “os técnicos certificarem-se da situação, para que possa fazer uma queixa na Brigada Verde do Ambiente e solicitar a abertura de uma vala no acesso ao terreno, para que possa impedir a entrada de viaturas”.
Quanto ao Solar, assim como para todo aquele espaço da Quinta, estão em perspectiva arrojados projectos, no âmbito da gastronomia, ensino, saúde e apoio aos mais velhos.

 

 

Confraria de Chaves ocupará o Solar

Quanto a recuperação do Solar, a ideia é, após a recuperação do edifício, transformá-lo num espaço com múltiplas funções, mas com um tema único, a gastronomia, onde possa haver um restaurante, muito provavelmente para ser explorado por privados, um museu dedicado, também ele, ao sector gastronómico regional e uma pequena sala de exposições.

Segundo António Cabeleira “tudo está já pensado e a futura confraria de Chaves, que deve ser formalizada e legalmente formada a curto prazo, pode ficar responsável por toda a organização do edifício do Solar, que vai ser a porta de entrada para todo o empreendimento a desenvolver na Quinta.”

 

 

Dinamizar a Escola Superior de Enfermagem

Um outro aspecto relevante a desenvolver neste espaço é um novo empreendimento visando a dinamização da actual Escola de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado, que passa pela sua transformação numa Escola Superior de Saúde.

Este projecto está a ser desenvolvido em colaboração com o ISAVE (Instituto Superior de Saúde do Alto Ave), para que Chaves possa vir a ter um Instituto Politécnico, composto por duas Escolas Superiores: uma de Saúde e outra de Hotelaria e Turismo.

O vereador António Cabeleira mostrou o projecto e explicou toda a sua complexidade, dizendo que tudo vai ser feito por fases “e se o Governo aprovar a Escola Superior de Saúde, as obras arrancam de imediato”.
A complementar este espaço de formação universitária, “haverá um centro tecnológico, composto por dois ou três edifícios, adequados para a investigação, para as pessoas formadas nestas Escolas, pois queremos que se torne num campo de investigação a nível nacional.”

Este futuro Instituto Politécnico de Chaves comportará um espaço para uma residência universitária e um lar para a terceira idade, que irá servir para que as pessoas possam passar os últimos anos de vida com dignidade. Este mesmo edifício vai “atacar” uma das lacunas da região e “irá ter uma valência de unidade continuada de saúde e uma valência de cuidados paliativos”, referiu António Cabeleira.

“A unidade cuidados paliativos não é só para gente idosa, pois é para estas unidades que vem parar todos os doentes que estão em fase terminal. Os hospitais não têm grandes condições de os ter, porque não estão preparados para isso e são, como há bem poucos dias falou o Senhor Primeiro-ministro, necessárias bem mais camas.

Tudo isto é um complexo privado e o único investimento público é o da Câmara Municipal, no contexto da actual Escola Superior de Enfermagem, da qual a Câmara de Chaves é um dos sócios principais”, salientou António Cabeleira.

Nesta nova “cidade universitária”, se assim a podemos chamar, depois de estarem criadas todas estas condições, vai poder haver o curso de enfermagem com especialidade em geriatria e o curso de fisioterapia também com uma especialidade nesta área.

 

 

Outeiro Seco terá um Lar

Neste novo projecto que está a ser desenvolvido para a Quinta, uma pequena área já foi doada à Associação Mãos Amigas, de Outeiro Seco, para que aí possa construir o seu lar de terceira idade, para servir a freguesia. Um projecto estritamente local, independente do “hotel geriátrico” que vai ser concebido para servir toda a região Norte.

 

 

Eurocidade é uma mais-valia

A autarquia flaviense pretende que todo o projecto seja inserido na Eurocidade Chaves – Verin tendo valências do lado de lá da fronteira. “Do lado de Verin as valências vão ser ligadas ao sector do termalismo e do turismo. Nós temos a escola de hotelaria e turismo do lado de cá da fronteira, mas vamos ter os campos de estágios do outro lado da fronteira. Ligado ao termalismo, pretendemos fazer a mesma coisa.

A Escola Superior de Saúde irá ter uma especialidade de enfermagem e de fisioterapia para o termalismo e para os SPAS. Este projecto ira ter do lado de Verin instalações, no contexto da eurocidade, podendo vir a ganhar uma expressão bem mais vasta”, concluiu António Cabeleira.

 

Por: Paulo Silva Reis

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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