Outeiro Seco - AQI...

Tempo Outeiro Seco
Quarta-feira, 12 de Março de 2014

Contributos - Sr. João Jacinto - "Olha o Bombo!!!!!"

 

 

 

OLHA O BOMBO!!!!!

 

Vamos a mais uma história de Outeiro Seco.

 

Estávamos em pleno ano de 1936, tempos difíceis, mas a vida na pacata aldeia de Outeiro Seco corria dentro da normalidade.

 

Embora as necessidades dos seus habitantes fossem muitas, pois a nível geral a vida do dia-a-dia era difícil, iam-se cultivando os campos e granjeando o sustento de cada dia.

 

Havia na aldeia um grande número de jovens, que ajudavam nas tarefas agrícolas, não só a família como amigos e vizinhos.

 

 

Muitos deles lá iam frequentando a escola, pouco ou nada havia para se distraírem, a não ser algumas brincadeiras de infância.

 

É no seio de essa juventude, que dois jovens tomam a iniciativa de fabricarem uma gaita, para assim fazerem a animação dos restantes nas horas livres.

 

O Zé Ribeiro e o Eustáquio Dias, lançam mãos à obra e a gaita começa a ganhar forma.

 

Mas longe de pensarem que estavam a lançar o fermento, que mais tarde levaria à formação do gaiteiro.

 

O sonho torna-se realidade, a curiosidade move os restantes jovens da aldeia, e dá-se início à formação do gaiteiro.

 

Procura-se uma pessoa para ensinar as primeiras notas, vão-se adquirindo alguns instrumentos, entre eles o bombo, o sonho de toda essa juventude vai tomando forma.

 

 

Nessa época, o bombo que as bandas possuíam tinha uma dimensão enorme, em relação aos actuais, também tinha muito mais peso.

 

Ora sucede que o bombo do gaiteiro tinha pertencido a Banda do Regimento de Infantaria 19, tendo umas dimensões assustadoras.

 

Já decorridos uns meses desde o início dos ensaios, eis que os aprendizes se sentem com folgo para realizarem uma arruada pela cidade de Chaves.

 

Estava-se já nos finais de 1936, e decide-se fazer a dita arruada a um Domingo de manhã, munidos dos respectivos instrumentos lá vão os mariolas de alongada até Chaves.

 

Chegados à Praça Antiga, início da Rua das Longras, toca a formar e a dar inicio à dita arruada, cujo percurso seria Rua das Longras, Rua de Santo António, Rua 1º. Dezembro, Largo do Anjo e Rua Direita, pois que nessa época as ditas ruas tinham dois sentidos.

 

 

Tudo corria às mil maravilhas, não cabiam em si de contentes, mas como não há duas sem três, já o gaiteiro descia a meio a Rua Direita, quando uma correia do bombo rebenta, e o Manuel Martinho deixa cair o bombo.

 

O bombo começa a rolar rua abaixo, todos os elementos do gaiteiro correm atrás do bombo, mas cada vez rola com mais velocidade.

 

Faz uma tangente ao candeeiro, que havia no largo do Arrabalde e só parou na esquina de uma casa da Rua da Ponte Romana.

 

Mas caros leitores ainda hoje podem lá ver na esquina dessa casa as marcas onde o bombo embateu.

 

Pois meus caros amigos tudo isto não passou de uma mera invenção, de uma mente iluminada, para se divertir à custa do gaiteiro de Outeiro Seco

 

 

João Jacinto

 

Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
1 comentário:
De Joana a 12 de Março de 2014 às 22:01
Boa noite.
Esta história fez-me sorrir... foram tantas as vezes que a ouvi, sentada num colo sábio e ternurento. Os olhos verdes entrelaçavam-se com um sorriso matreiro sempre que repetia "olha... e lá se foi o bombo!"
Invenção ou não, obrigada avô Manel,
obrigada Sr. João Jacinto!

Comentar post

Humberto Ferreira . Berto Alferes

Pesquisar neste blog

 

Dezembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

"Roquinhas"

"Níscarro"

"Cabaça"

"Níscarros"

Hoje - Sessão pública de ...

"Repolgas"

"Cardielas"

"Tortulhos"

Ninho

Lembrete - Sessão pública...

Passarada

Azeitona

"Morogos"

Gotas de chuva

Sessão pública de apresen...

Passarada

"Roquinha"

São Martinho

"Fentos"

Borboleta

Ninho

Passarada

Feira do Gado

Jerimuns

Passarada

Cogumelo

Flores

Boas notícias: 2 anos de ...

Passarada

"Cachos do rio"

Arquivos

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

tags

agricultura

águas de chaves

águas frias

aldeias

ama

ambiente

amial

amiar

amnistia internacional chaves

ana maria borges

antigamente

ao acaso

aqi

aquanatur

aquavalor

arte digital

auto da paixão

bagulhão

beçós

berto alferes

boticas

camera collector

carvalho

casa de cultura

castanheira da chã

cepêda

cerdeira

chaves

chaves em festa

cidade de chaves

cogumelos

coleccionismo

comboios

contributos

desporto

dinis ponteira

esgotos

estrada nacional 2

exposições

fauna

faustino

feira do gado

feira dos santos

fernando ribeiro

festa do reco

flora

fotografia

fotografia antiga

friães

galiza

humberto ferreira

j.b.césar

joão jacinto

joão madureira

lamartinedias

laura freire

legislação

lixo

lumbudus

máquinas fotográficas antigas

montalegre

museu de fotografia

n2

natureza

notícias

o poema infinito

old cameras

olhares

orçamento participativo

orçamento participativo 2015

outeiro seco

património

políticos

poluição

poluição em chaves

portugal

rapa das bestas

recortes

religião

rio tâmega

romeiro de alcácer

rota termal e da água

santarém

sarraquinhos

seara

sr. luís fernandes

sr.joãojacinto

suas cabras

telhado

termas de chaves

tiago ferreira

tradições

trás-os-montes

vamos até

verin

vidago

vidago palace hotel

vintage cameras

visit chaves

vítor afonso

todas as tags

Blogues Amigos




Creative Commons License

AVISO:
A cópia ou utilização das fotografias e textos aqui publicados são expressamente proibidas, independentemente do fim a que se destinam.
Berto Alferes

Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License

Lumbudus

Tradições

Património

Coleccionismo

Fauna

Flora

Aviso




Creative Commons License

AVISO:
A cópia ou utilização das fotografias e textos aqui publicados são expressamente proibidas, independentemente do fim a que se destinam.
Berto Alferes

Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.

Visitas:

subscrever feeds