Pode não haver dinheiro para pão, mas aparece sempre dinheiro de sobra para o circo.

Na CMChaves “não há dinheiro” para resolver um problema de poluição que se arrasta há mais de 10 anos (embora tenha vindo a público mentir, através dos meios de comunicação social, dizendo que estava resolvido); “não há dinheiro” para concluir redes de saneamento básico (embora constem há anos de vários programas eleitorais tanto da CMChaves como da Junta de Freguesia); “não há dinheiro” para manter um hospital, que já foi “distrital”, com um mínimo de dignidade para quem lá trabalha e para quem precisa de recorrer a ele (enquanto isso, dezenas de flavienses - os que podem - têm de deslocar-se diariamente a outros estabelecimentos de saúde, nacionais e estrangeiros, para não terem, por exemplo, de esperar em média 1046 dias por uma consulta de oftalmologia, deixando nessas localidades os gastos com saúde e alimentação), etc…

Mas o que nunca faltou, nem falta, é dinheiro para o circo com vista à manipulação das massas que assim se mantêm apáticas olhando para os euros que esbanjam e estouram no ar, enquanto aos seus pés corre um Rio (Tâmega) conspurcado de toda a porcaria que a CMChaves nele despejou durante anos e continua a despejar e, à sua volta continuam a escassear os serviços mais básicos para as populações.

O mesmo em relação às condecorações. Para isso, o dinheiro, que na CMChaves não existe para serviços básicos, volta a aparecer a rodos. O engraçado é que, na maioria dos casos, essas condecorações são entregues a familiares, amigos ou indivíduos a quem devem algum favor e com algum tipo de afinidade, de preferência política, por realizarem o trabalho pelo qual foram/são pagos, muitas das vezes regiamente pagos. Ou seja, seguindo a mesma lógica, são merecedoras dessas condecorações a quase totalidade das pessoas do concelho de Chaves que cumprem com o seu trabalho e se forem para as aldeias, vão encontrar pessoas que em vez de terem trabalhado meia-dúzia de anos, fizeram-no uma vida inteira e a troco de pouco mais que nada. Algum dia condecoraram algum lavrador ou um pastor? Não me parece, estou em crer que devem pensar que ficariam mal no alinhamento para a fotografia e eles (políticos) não se podem rebaixar a esse ponto. Depois seria interessante saber quais foram os gastos, nesses dias, com almoços e jantaradas à custa do contribuinte. De certeza que não foram à tasca da esquina (com todo o respeito pelas tascas) nem pagaram do próprio bolso e esse dinheiro daria para muitas coisas que faltam nas aldeias e na cidade.

As imagens publicadas hoje são de dia 07072018 e não deixam margem para dúvidas de como a situação está resolvida. Aldrabões! É tudo farinha do mesmo saco…

Mais uma vez, parabéns pelas excelentes mentiras da CMChaves e Juntas de Freguesia e, já agora, continuem a visitar Outeiro Seco e Chaves, com o seu maravilhoso turismo de base termal!

Sendo assim, continua o contador devidamente actualizado. Parou apenas para a conclusão da obra.
Nº de dias de poluição (desde 20102007) = 3917 dias (PSD 3655; PS 262)
Nº de dias de atraso da obra do emissário (desde Junho de 2017) = 349 dias (PSD 143; PS 206)

Para ver imagens de mais de 10 anos de poluição diária (desde 20 de Outubro de 2007) siga a ligação: http://outeiroseco-aqi.blogs.sapo.pt/tag/esgotos




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