Outeiro Seco - AQI...

Tempo Outeiro Seco
Quarta-feira, 18 de Julho de 2018

Solar dos Montalvões

 

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Segunda-feira, 2 de Julho de 2018

"Três Cruzes"

 

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Segunda-feira, 25 de Junho de 2018

Igreja de Nossa Senhora da Azinheira

 

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Segunda-feira, 18 de Junho de 2018

Nosso Senhor dos Desamparados

 

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Sexta-feira, 15 de Junho de 2018

Outeiro Seco - Solar dos Montalvões

 

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Segunda-feira, 11 de Junho de 2018

Outeiro Seco no blogue "Chaves" de Fernando Ribeiro

 

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 Para aceder à publicação, clique na seguinte ligação: Blogue Chaves

 

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Segunda-feira, 30 de Abril de 2018

Outeiro Seco - Nosso Senhor dos Desamparados com neve (4 fotos)

 

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Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

Outeiro Seco - Capela de Nossa Senhora da Portela com neve (4 fotos)

 

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Quarta-feira, 18 de Abril de 2018

Outeiro Seco - Dia Internacional de Monumentos e Sítios 2018 (19 fotos + 1)

 

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Igreja de Nossa Senhora da Azinheira

 

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Tanque

 

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Capela de Nosso Senhor dos Passos / Senhora do Rosário

 

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Cruzeiro (Largo da Saúde)

 

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Solar dos Montalvões

 

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Relógio de Sol

 

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Sepultura cavada na rocha (Mina/Aloque)

 

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Lagaretas cavadas na rocha (Mina/Aloque)

 

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Capela de Nossa Senhora da Portela

 

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Via Sacra - Três Cruzes

 

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Pedra de Mesa

 

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Lagares cavados na rocha (Vale de Lagares)

 

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Capela de Santa Rita

 

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Cruzeiro (Alto da Escola)

 

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Ex-escola

 

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Igreja de São Miguel (Matriz)

 

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Nosso Senhor dos Desamparados

 

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Capela de Santa Ana

 

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Alminhas

 

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Museu da Água e dos Esgotos

 

 

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Segunda-feira, 16 de Abril de 2018

Outeiro Seco - Igreja de São Miguel com neve (8 fotos)

 

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Terça-feira, 10 de Abril de 2018

Outeiro Seco - Solar dos Montalvões e cruzeiro com neve (5 fotos)

 

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Sábado, 7 de Abril de 2018

Outeiro Seco - Dia Nacional dos Moinhos 2018 (9 fotos)

 

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Segunda-feira, 2 de Abril de 2018

Outeiro Seco - Capela de Nosso Senhor dos Passos / Nossa Senhora do Rosário com neve (2 fotos)

 

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Sexta-feira, 30 de Março de 2018

Auto da Paixão 2014 - Outeiro Seco - Chaves - Portugal (5 fotos)

 

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Mais imagens do Auto da Paixão de Cristo - 2014:

https://www.flickr.com/photos/127400884@N07/albums

http://outeiroseco-aqi.blogs.sapo.pt/tag/auto+da+paix%C3%A3o

 

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Quarta-feira, 28 de Março de 2018

Contributos - João Jacinto - "Combatentes da Grande Guerra de 1914-1918 da aldeia de Outeiro Seco – Joaquim Estorga Salgado"

 

COMBATENTES DA GRANDE GUERRA DE 1914/1918 DA ALDEIA DE OUTEIRO SECO

 

Em todas as aldeias existem personagens tratadas com deferência, sem muitas das vezes terem aparentemente nada que os destaque dos restantes habitantes, enquanto outros deveriam permanecer na memória coletiva, só restando deles o nome ou talvez uma simples fotografia, já agastada pelo tempo.

 

Quando procuramos saber quais os outeiro secanos que foram mobilizados para a 1ª. Guerra Mundial de 1914-1918, fomos confrontados que no espaço de duas décadas, nas gerações mais idosas, esses acontecimentos tinham praticamente caído no esquecimento.

 

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Pelo que soubemos é que essas ocorrências deixaram traumatismos, e marcas que muitas das vezes não queriam ser relembradas e que foram passadas em terras bem distantes, e que após o seu regresso, e a dureza dos tempos que corriam, e uma vida intensa relegaram esses acontecimentos para segundo plano, ou passaram para o esquecimento.

  

Foi com grande surpresa quando procedíamos à nossa investigação sobre os combatentes de Outeiro Seco, sendo eles os seguintes; “ Manuel dos Santos, José Figueiras, Francisco Morgado, Filipe Ranheta (este natural de V. Verde Raia), Sargento José Francisco Gonçalves Sevivas, Abel Agrela, 1º. Cabo Joaquim Estorga Salgado, Albino de Carvalho, soldado nº 929, filho de João Carvalho e Maria Silvana, único outeiro secano falecido em terras de França, faleceu em 06/03/1918 de tuberculose pulmonar, pertencia à 1ª. Companhia do Regimento de Infantaria 19. Mas será apenas sobre o combatente, Joaquim Estorga Salgado que aqui vamos escrever.

 

O Joaquim nasceu em Outeiro Seco a 03/08/1893, filho de António Estorga Salgado e de Maria Júlia Alves ou (Portela) era o 2º. Filho do casal de um total de 8 irmãos.

 

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Fotografia gentilmente cedida pela Ana Maria Salgado

 

O Joaquim percorreu as ruas da maravilhosa aldeia de Outeiro Seco, durante a sua mocidade, aqui conviveu com outros jovens, foi nesta aldeia que aprendeu as primeiras letras.

 

Já com os seus 19 anitos viu na madrugada do 08/07/1912, passar as tropas de Couceiro.

 

Quis o destino que logo no ano seguinte (1913), o Joaquim assentasse praça no Regimento de Infantaria 19. Faz a sua recruta no R.I. 19, sendo promovido no final da recruta a cabo, talvez esta promoção ou a falta de perspetivas levem Joaquim, a seguir a vida militar.

 

Já em pleno ano de 1914, as coisas pela Europa não estão famosas, paira no ar o som dos tambores de Guerra.

 

Chegado o mês de Janeiro de 1915, logo no início o Regimento de Infantaria 19, de Chaves, no seu 3º. Batalhão, é recebida a ordem de mobilização com destino a Africa, pois as colónias eram alvo de investida por parte dos Alemães.

A 17 de Janeiro de 1915, procede-se ao sorteio das praças das classes de 1912 e 1913, do 1º. e 2º. Batalhão de Infantaria 19, e que deveriam completar o efetivo a mobilizar.

 

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Livro da coleção particular do Sr. João Jacinto

 

A 28 de Janeiro, seguiu para Lisboa o 1º. Contingente de soldados do R.I. 19, sendo fixada a partida dos restantes soldados o dia 31 de Janeiro de 1915.

 

Às 13 horas do dia 31/01/1915, após uma breve alocução, pelo Coronel Augusto César Ribeiro de Carvalho, comandante do Regimento, toda a força militar saiu a caminho de Vidago. Nesse mesmo dia parte o comboio com destino à Régua, onde seria feito o transbordo com destino ao Porto.

 

Às primeiras horas do dia 1 de Fevereiro, chegavam ao Porto, feito novo transbordo para o comboio que os levaria a Lisboa (Santa Apolónia), sendo logo feito o desembarque, seguem para o quartel da Cova da Moura, à espera da viagem marítima.

 

Às 12 horas do dia 3 de Fevereiro, todo o pessoal e material, já se encontra no paquete Portugal, da parte da tarde larga âncora com destino à Madeira, fazendo ai escala, para logo no dia seguinte seguir novamente viagem com destino a Angola.

 

 

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 Livro da coleção particular do Sr. João Jacinto

 

Já ao amanhecer do dia 19 de Fevereiro, se avistava a baia de Luanda permanecendo ai algumas horas, para logo iniciar viagem com destino ao porto de Moçâmedes, onde chegou às 7 horas do dia 23 de Fevereiro. Nesse mesmo dia desembarca todo o Batalhão, dirigindo-se de imediato para o acampamento, no lugar das Hortas.

 

Em 20 de Março aí permanecem no acampamento, durante a sua permanência em Moçâmedes, onde prestam vários serviços, o Batalhão procedeu a várias escoltas de comboios, tendo essas operações sido confiadas aos 1º. Cabos, e que a seguir são mencionados, e os quais cumpriram essa missão com a maior lealdade e patriotismo:

1º. Cabo Manuel Monteiro, José Gomes, Ildefonso Valério Ferreira Pinto, José do Nascimento, Cassiano José Mendes; Cesar Augusto Mirandês, Guilherme Ribeiro, Manuel Joaquim, João Maria Teixeira, Domingos Alves Mestre, Eduardo Leitão dos Santos, Artur Elias Sousa, Henrique Pascoal, Algemino Duarte, José Lopes Diogo, Francisco Augusto de Sousa, e JOAQUIM ESTORGA SALGADO.

 

A 2 de Julho o Batalhão deixa Moçâmedes. Já na noite de 3 de Julho chega a Quilemba, executando na manhã do dia 4 marcha ate Lubango, onde ficou alojado.

 

 

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Livro da coleção particular do Sr. João Jacinto

 

A 16 de Julho aí é instalado o quartel-general, serão os contingentes da 11ª. Companhia e 12ª. que vão fazer parte da conquista do Cuahama, sendo assim dado começo ao 2º. período das operações além Cunene.

 

No dia 24 de Julho às 7 horas a Companhia 11ª e 12ª partem para Humbe, onde chegaria a 9 de Agosto com 302 soldados e os seguintes oficiais, sargentos e 1º. Cabos.

12ª. Companhia, Capitão António Rodrigues da C. Azevedo, Alferes Frederico Tamagnini de S. Barbosa, João Almeida Serra, Henrique Perestrelo da Silva, 1º. Sargento Rafael Gama, 2º. Sargento Amílcar Afonso P. Camoezas, António Mendes Cardoso, Ermogénio de Almeida, Júlio António da Trindade, 1º. Cabos António dos Santos, JOAQUIM ESTORGA SALGADO, Guilhermino Ribeiro, José do Nascimento, João Eduardo Coelho, José Joaquim Dias Pereira, Henrique Pascoal Artur Rodrigues, António Rodrigues e Firmino Morais.

 

A 20 de Agosto toda a 12ª. Companhia passa a fazer parte da coluna do Cuamato, marchando para o Vau de Chimbua. Incorporados no destacamento do Cuamato, tendo tomado parte no combate da #Chana da Mula# em 24 de Agosto. Vindo depois a ser incorporados no destacamento de Negiva. Sendo destacados no posto de Oxinde desde 4 de Setembro. Sendo as forças de Infantaria 19 incorporadas nesse destacamento.

 

Já quase a findar o ano de 1915, e no dia 13 de Dezembro, o 3º. Batalhão de Infantaria 19, marcha de Lubango a Vila Arriaga, para voltar a Moçâmedes, regressando ao continente em 11 de Março de 1916, chegando ao regimento de Infantaria de Chaves a 31 de Março 1916, tendo ficado em terras de Africa 33 bravos transmontanos.

 

O outeiro secano Joaquim regressa à sua terra natal, mas continua ao serviço do R. Infantaria 19, tinha à sua espera a família e a sua futura esposa.

 

Joaquim Estorga Salgado casa nesse mesmo ano em 07/12/1916, com Ana Chaves Barrocas, o jovem recém-casado passa pouco tempo com a sua esposa, desconhecendo o que a sorte lhe reservava.

 

Às 24 horas do dia 21 de Maio de 1917, saia de Chaves com destino a Lisboa, o 1º. Batalhão de Infantaria 19, a fim de constituir em França o 2º. Depósito de Infantaria do Corpo Expedicionário Português.

 

Nele seguia o outeiro secano Joaquim Estorga Salgado do 1º. Batalhão, 2ª. Companhia e do 2º. Depósito de Infantaria sendo o 1º. Cabo nº 380 cabendo-lhe a placa de identificação nº. 9876, embarcou com destino a Brest (França) em 23/05/1917.

 

Chegado a terras de França, a 13/06/1917, JOAQUIM ESTORGA SALGADO, é colocado no batalhão do Regimento de Infantaria 21, com vários outros bravos transmontanos. Embora dispersos pelos vários Batalhões, em terras de França, os bravos transmontanos do 19 de Infantaria, cantavam por vezes, até mesmo em plena 1ª. linha o Hino do Regimento de Infantaria 19, da autoria do Flaviense “Gastão de Sousa Dias”.

 

 

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 Livro da coleção particular do Sr. João Jacinto

 

Em pleno mês de Março de 1918, todo o sector Português, era um autentico inferno de ferro e fogo, e que viria a ter por epilogo a batalha de “La-Lys”, os valorosos transmontanos de Infantaria 19, lembrando os velhos tempos. E os grandes dias de glória, laçam-se sobre as trincheiras inimigas no subsector de “Ferme de Bois”, num importante “raid” e inutilizam a 2ª. linha alemã. Pela maneira como se portaram em tão importante ação uns foram promovidos e outros condecorados. Entre eles o outeiro secano JOAQUIM ESTORGA SALGADO.

 

Do épico “raid” de 9 de Março de 1918, cabe ainda mais glória à Infantaria 19. Nele tomaram parte com elogiosas referências, os sargentos desta unidade Albano Joaquim do Couto, JOAQUIM ESTORGA SALGADO, os quais foram assim distinguidos”.

 

 

JOAQUIM ESTORGA SALGADO

Condecora com a Cruz de Guerra de 4ª. Classe Military Medal Inglesa e louvado, pela decisão e valentia de que deu provas no comando da fracção que lhe foi confiada no “raid”, efectuado com completo êxito pela sua companhia em 9 de Março de 1918-O.E. nº. 10 (2ª. Série) de 1920”.

Lembramos ainda que o Joaquim Estorga Salgado, em 22 de Dezembro de 1917, era promovido ao posto de Sargento.

 

Em 16/03/1919, apresenta-se no Comando Militar em França, a fim de seguir para Portugal, tendo desembarcado em Lisboa no dia 3 de Abril de 1919.

 

 

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Feita a sua apresentação no R. Infantaria 19 em Chaves. Regressa à sua terra natal, para recuperar de algumas mazelas da guerra.

 

Feita essa recuperação deixa também o serviço militar, sendo a sua permanência na aldeia, muito curta. Parte à procura de uma vida melhor, conjuntamente com a sua esposa e filha mais velha, vai viver e trabalhar para Anadia. No posto Agrícola de Anadia, aí permanece alguns anos.

 

Talvez pelo ano de 1924, regressa à terra natal, passando a trabalhar na Escola Agrícola Móvel Alves Teixeira em Vidago. Vindo a falecer em 26/03/1949. Tendo deixado quatro filhos: Maria, Eugénio, Augusto, e António, também já todos falecidos.

 

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Orgulhe-se Outeiro Seco, e não esqueça, este “seu filho” que terá sido um herói que andou por terras de África, passando mais dois anos de combates contínuos na 1ª. Guerra Mundial, e de grande sofrimento, soube ultrapassar as dificuldades, atuando nos momentos de perigo de forma destemida e heroica, como lhe foi reconhecido nos louvores que recebeu.

  

   João Jacinto

 

Consulta:

Arquivo Distrital de Vila Real

Livro de Batismos de Outeiro Seco

Arquivo Militar

Informações recolhidas na aldeia

Blog Genealogia

 

Nota:

Republicação de dia 12 de Fevereiro de 2014

 

Pesquisa e textos remetidos pelo Sr. João Jacinto.

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Segunda-feira, 26 de Março de 2018

Outeiro Seco - Tanque e Rio Pequeno com neve (6 fotos)

 

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Sexta-feira, 23 de Março de 2018

Auto da Paixão 2014 - Outeiro Seco - Chaves - Portugal (5 fotos)

 

 

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Mais imagens do Auto da Paixão de Cristo - 2014:

https://www.flickr.com/photos/127400884@N07/albums

http://outeiroseco-aqi.blogs.sapo.pt/tag/auto+da+paix%C3%A3o

 

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Quarta-feira, 21 de Março de 2018

Contributos - João Jacinto - "Combatentes da Grande Guerra de 1914-1918 da aldeia de Outeiro Seco – Domingos André"

 

COMBATENTES DA GRANDE GUERRA DE 1914/1918 DA ALDEIA DE OUTEIRO SECO

 

Prestes a terminar o nosso contributo acerca dos combatentes da Grande Guerra da aldeia de Outeiro Seco, hoje trago-vos a história de outro combatente, deixando assim um registo para as gerações futuras e atuais, para que não esqueçam os seus antepassados, os seus heróis, que na maior das dificuldades souberam dar o seu melhor das suas vidas, honrando a sua Pátria.

 

Hoje, caros amigos, vamos falar do soldado Domingos André. Relativamente a este outeiro secano, que nos fez correr Ceca e Meca, iniciámos a nossa investigação, como é costume, pelo livro de batismos da freguesia de São Miguel de Outeiro Seco, pois foi assim que fizemos com os outros combatentes. Somos levados até ao ano de 1893. É aí que vamos encontrar o Assento nº3 e será através deste registo que a nossa investigação é levada a bom porto.

 

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Reza assim o Assento nº.3 do ano de 1893 do livro de batismos da freguesia de São Miguel de Outeiro Seco.

Assento nº3:

Aos vinte e seis dias do mês de Fevereiro do ano de mil oitocentos e noventa e três, nesta igreja paroquial de São Miguel de Outeiro Seco, batizei solenemente um indivíduo do sexo masculino a quem dei o nome de Domingos, que nasceu nesta freguesia as cinco horas da tarde do dia vinte e três do dito mês, filho natural de Albina André, solteira filha de Miguel André lavrador e de Maria Bicência, natural do Pereiro de Argeriz, concelho de Valpaços, neto paterno de avôs incógnitos, neto materno de Miguel André e de Maria Bicência, foram seus padrinhos Domingos Diogo e sua filha Maria maior de idade.

O Padre António Gonçalves Amaro.

 

Mas será o seu assento de batismo que nos vai dar uma grande ajuda à nossa investigação, pois houve o cuidado da parte de alguém em registar todos os averbamentos no seu assento de batismo. O amigo leitor vai poder verificar que os averbamentos do seu assento de batismo, não coincidem com o que consta registado no Boletim do CEP.

 

Domingos André, casou com 21 anos de idade, no dia 2 de Dezembro de 1914, com Secundina Rosa de 22 anos de profissão padeira, natural da freguesia de Santo Estevam de Faiões, e residente em Faiões, e filha de João Barroso e de Maria da Conceição Cruz, também padeira.

 

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Sua esposa Secundina rosa viria a falecer em 5 de Agosto de 1963, em Faiões. A nossa dúvida é onde vivia o Domingos André, em Faiões ou em Outeiro Seco? Vamos aguardar pelos restantes dados e no final verificamos.

 

Ora o Domingos André passou a sua juventude em Outeiro Seco, casou e depois teve pela frente o serviço militar, alistado no Regimento de Infantaria 19 de Chaves, sendo mobilizado para a Grande Guerra de 1914-1918.

 

Da consulta ao seu Boletim do CEP, verificamos o seguinte:

O seu nome Domingos André, pertencia ao 1º. Batalhão, da 2ª. Companhia, 2º Depósito de Infantaria, era o soldado nº. 569, sendo a sua placa de identificação nº. 63988, e diz-nos também que o seu estado civil era solteiro, era filho de Albina do André, era natural de Outeiro Seco do concelho de Chaves, e que o parente mais próximo era a sua mãe residente em Outeiro Seco - Chaves.

 

Pois amigo leitor aqui está a contradição aparece como solteiro, o parente mais próximo a sua mãe, isto no Boletim do CEP. Mas a verdade é que já era casado e o familiar mais próximo seria a sua esposa, mas isto acontece.

 

O Domingos André parte para a frente de combate em 1917, sai do cais de Alcântara em 23 de Maio de 1917, com destino a Brest. Aí chegado é colocado na Companhia de metralhadoras em 4 de Julho de 1917. Mas caros amigos será este Domingos André um herói, não se admirem com o que vamos descrever. No seu Boletim do CEP consta o seguinte: “Louvado porque estando no dia 18 do corrente de serviço nas posições contra aeroplanos, conseguiu fazer aterrar um aeroplano inimigo entre as 1ªs e 2ªs linhas alemãs sem o concurso próximo doutras armas, pelo que demonstra muita serenidade excelente pontaria solida instrução deste tão importante serviço.” (O do 5º J. M. nº67 de 20.02.1918). Licença da Companhia em 18 de Maio de 1918. Embarcou para Portugal a bordo do transporte Pedro Nunes em 18 de Maio a fim de gozar a licença da Companhia.

 

Este combatente como todos os outros, por lá passou bons e maus momentos, era a vida dura das trincheiras. Regressou são e salvo para junto da sua esposa. Viveu na aldeia de Faiões até ao dia 21 de Março de 1968, data do seu falecimento repousando os seus restos mortais na sua terra adotiva. Assim concluímos a história de mais um combatente.

  

João Jacinto

 

 Consulta:

Arquivo Distrital de Vila Real

Arquivo Militar

Informações recolhidas na aldeia

Blogs Genealogia Listagens

 

Pesquisa e textos remetidos pelo Sr. João Jacinto.

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Segunda-feira, 19 de Março de 2018

Outeiro Seco - Ex-escolas e cruzeiro com neve (4 fotos)

 

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Quarta-feira, 14 de Março de 2018

Contributos - João Jacinto - "Combatentes da Grande Guerra de 1914-1918 da aldeia de Outeiro Seco – José Ferreira Barroca Pantaleão"

 

COMBATENTES DA GRANDE GUERRA DE 1914/1918 DA ALDEIA DE OUTEIRO SECO

 

Na continuação do nosso trabalho sobre os soldados da aldeia de Outeiro Seco que participaram na Grande Guerra, hoje vamos falar do soldado José Ferreira Barroca Pantaleão.

 

Como vem sendo nosso costume, iniciámos muitas das vezes a nossa investigação pelo livro de batismos da freguesia de Outeiro Seco ou seja, é o nosso ponto de partida.

 

Caro amigo leitor, desde já alertamos que no assento de batismo deste outeiro secano, não consta nenhum averbamento adicional.

 

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Consultámos o livro de batismos de São Miguel de Outeiro Seco referente ao ano de 1892. Foi aí que encontrámos o Assento nº. 17, que nos diz o seguinte:

Aos onze dias do mês de Dezembro do ano de mil oitocentos e noventa e dois, nesta igreja paroquial de São Miguel de Outeiro Seco, batizei solenemente um indivíduo do sexo masculino a quem dei o nome de José, que nasceu no dia quinze de Novembro do mesmo ano, filho legítimo de Francisco Ferreira e de Ana Teresa Barroca, neto paterno de José Ferreira Pantaleão e Ana Joaquina, materno de José Joaquim Ferreira e Maria Teresa Barroca, foram seus padrinhos Aníbal de Sá Tenreiro, empregado da Guarda Fiscal e sua esposa Rosária Rodrigues.

O Encomendado António Gonçalves Amaro.

 

Toda a juventude de este outeiro secano foi passada na aldeia. Atingida a idade adulta iniciava uma nova etapa na sua vida, tendo pela frente o serviço militar. Inicia a sua preparação militar no Regimento de Infantaria 19, na vila de Chaves, mas os ventos que sopravam do norte da Europa eram ventos de guerra.

 

Já com 25 anos de idade, o jovem José Ferreira Barroca Pantaleão era mobilizado para combater em França. Fomos à procura do seu boletim do CEP ao Arquivo Militar.

 

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Consultámos o seu boletim, onde verificámos o seguinte:

O José Ferreira Barroca Pantaleão era soldado do Regimento de Infantaria 19, do 1º. Batalhão, 4ª. Companhia do 2º. Depósito de Infantaria, tendo a sua placa de identificação o nº. 64361, o seu nome José Ferreira Barroca, soldado nº. 275. Também no seu boletim só la consta a sua mãe Ana Teresa Barroca, o que nos leva a deduzir que seria muito provável o seu pai ter já falecido. Embarcou no cais de Alcântara, com destino a Brest, no dia 15 de Maio de 1917. Só regressou a Lisboa no dia 10 de Abril de 1918. Já em França é colocado no Batalhão de Infantaria 15, em 15 de Junho, onde fica com o nº. 694. Baixou ao Hospital nº 1 em 30 de Outubro de 1917, é evacuado para o Hospital nº. 3 canadiano em 5 de Novembro. Teve alta em 22 tendo sido julgado incapaz de todo o serviço e de angariar os seus meios de subsistência em sessão de 2 do mesmo mês. Nada mais consta no seu boletim do CEP.

 

No entanto, segundo informações recolhidas na aldeia, de todos os soldados da aldeia vindos da guerra, o José Ferreira Barroca Pantaleão foi o que veio mais doente. A informação que nos deram foi a de que o José Ferreira Barroca Pantaleão passou a ser conhecido pela alcunha do “Marelinho”, pelo facto de andar sempre com uma cor amarelada. Diziam as pessoas que tinha sido gaseado.

 

E é tudo aquilo que conseguimos saber sobre este outeiro secano. No seu assento de batismo não consta a data do seu falecimento. É mais um combatente que trago ao conhecimento das gentes de Outeiro Seco.

 

João Jacinto

 

 

Consulta:

Arquivo Distrital de Vila Real

Livro de Batismos de Outeiro Seco

Arquivo Militar

Informações recolhidas na aldeia

Blog Genealogia

 

Pesquisa e textos remetidos pelo Sr. João Jacinto.

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Publicado por Humberto Ferreira às 00:05

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